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Souto: “Nunca vou deixar de lutar pelo hip-hop, só que eu também tenho outros caminhos para fazer”

Segunindo as fases da lua.
Foto: Isa Katupyryb

Assim como a lua, Souto tem suas fases. Com o álbum “Lunar”, o segundo dela, a rapper, cantora e compositora inicia um a outra fase. E mesmo abandonando o “MC” do nome artístico, não deixa o rap de lado. A intenção é fundi-lo com outras possibilidades que vem explorando. A explicação dessa mudança é dada pela própria ao longo desta conversa de pouco mais de 30 minutos via videochamada.

A última vez que conversamos, em 2023, Souto tinha vivido diferentes experiências, da participação na posse do Lula a uma possibilidade de um álbum, que chegou somente 3 anos depois. Mas naquele período, ela já tinha dito que queria seguir por outros caminhos. “Eu gosto muito de outros sons, além do rap”, disse. “Eu gosto e vivo muitos universos além do universo, e eu quero trazer isso para o meu som mais nitidamente com sonoridades diferentes”.

Essa vontade, de certa forma foi colocada em prática neste álbum produzido em parceria com Trajano e Grou. Nele, Souto mostra que pode pegar diferentes direçõees sem perder sua essência. Também cria algo que possui diferentes nuances, tendo esse satélite natural da terra, enigmático e admirado por todos, como guia. Não é algo que segue uma linha reta. Tem os seus momentos densos e os solares.

“Olha, eu acho que as fases minguantes são as principais”, observa. “Por exemplo, “Não Tem Volta” é bem para dentro. “De Longe”, que abre o disco, também. Foi uma faixa muito difícil de gravar. Eu chorei, parei de gravar várias vezes porque eu precisava chorar. Inclusive, na gravação, a gente tem uma voz baixinha chorando, porque foi uma música muito difícil para gravar. É muito sensível para mim”.

Esses detalhes também poderão ser observados de perto no show de estreia do disco na Casa Natura Musicalem 19 de abril, domingo, o Dia dos Povos Indígenas.

 

Como estão esses dias pós lançamento?

Meu parceiro do céu, são tantas camadas de tantas coisas. Faz um ano que a gente tá trampando na produção do disco. Foi do zero mesmo, tá ligado? Da primeira letra à última estrofe. Estou muito feliz, amigo. Eu confesso que também eu estou um pouco… não sei se ansiosa é a palavra, mas eu estou curiosa para saber o que as pessoas estão achando, como que elas estão recebendo tudo isso e como vai ser nos próximos shows. Estou realmente curiosa para saber como vai ser essa nova fase, porque a primeira etapa é a de estúdio, de construção de música, de letra e tudo mais. Essa já foi concluída. E agora essa segunda etapa, que é realmente sentir junto com o público, por exemplo, no show, a emoção das músicas, entender qual gostaram mais. Também estou muito feliz. Agradeço muito aos Orixás, e tenho muita sorte do time que tá junto comigo, que é o pessoal do Rota Clandestina, (Victor) Trajano, Grou. Eu tô muito bem amparada, musicalmente, em várias frentes. Também muito aliviada. Eu estava fazendo as contas, e fazem sete anos que Ritual saiu.

Caramba. É um intervalo grande…

É um bom tempo, amigo…

E como foi essa construção? Foi em partes ou você entrou em estúdio para fazer ele definitivamente?

Amigo… é muito louco que o nome das coisas pra mim sempre vem antes. Então, o nome Lunar já existia. Mas o que a gente ia fazer a partir disso foi acontecendo. Eu nunca tinha feito composições com outras pessoas, e quando eu digo composições, óbvio que já tinha rolado os feats, mas é isso, você escreve sua parte, eu escrevo minha parte, sabe!? Eu nunca tinha feito esse trabalho de realmente compor uma canção junto. Isso aconteceu muito com o Trajano, que é o diretor musical do álbum. Era uma coisa que a gente já tinha conversado e ele trouxe uma perspectiva pra mim que eu já queria acessar, mas não sabia como. Acho que muito por medo de, sei lá, desviar muito do caminho, de fazer uma curva muito perigosa, tá ligado? Mas ele me falou uma coisa assim: Souto, dá pra gente continuar sendo quem a gente é e falando as coisas que a gente quer de um jeito mais palatável, de um jeito que a gente consiga também conversar com outras pessoas, falando o que precisa falar e o que queremos falar. Aí fomos nessa construção com o Grou. Por exemplo, a primeira canção que nasce é “Não Tem Volta”. O Trajano já tinha essa música e o Grou produziu os beats em cima dela e eu escrevi a segunda parte. As canções foram sendo construídas dessa forma. Eu levava um pedaço, Trajano trazia outro pedaço, o Grou ouvia e construía ali junto. E claro teve aquelas de: vamos tirar isso, mudar aquilo. E nisso, é claro, que dentro desse processo, que um fica bicudo com o outro. Um diz: eu não aguento mais, vamos ficar 15 dias sem se ver. Só que não dava pra ficar 15 dias sem se ver, amor, porque a gente tem que entregar. Passamos por muitas coisas. A gente ficava de bico, chorava e pulava de alegria quando ouvia o que tinha construído. Então, realmente foi uma construção de muitas fases. De quentura, de ficar frio, de achar morno, mas teve muita sensibilidade. Teve o lance de deixar os egos de lado.

Essencial para que as coisas funcionem.

Com certeza. O Lunar me ensinou muita coisa que já tinha em mente, mas que talvez não tinha colocado em prática no campo da composição, que era fazer um trabalho em coletivo. Era uma vontade muito grande, porém, na prática, é outro bagulho porque o compor pra mim sempre foi tipo: aqui é meu e de mais ninguém…

É o filho…

Sim. Aqui ninguém toca. Só que a música é muito maior que isso, muito maior que nós.

E vai também naquele conceito do rap nacional também, de ter ghostwriter é quase que um pecado.

Pra caralho. Tipo, não poder ter um compositor de fora. Não, rap nacional, se você botar uma vírgula que não é sua, pronto. Mas foi muito importante ver isso na prática, de poder entender e falar: isso aqui não tá tão bom. E falando mais uma vez sobre a sensibilidade do Trajano e do Grou, de podermos nos entender nesse lugar de respeito mesmo. Um respeito que não é melindre, sabe? A gente conseguiu conversar muito bem nesse lugar de ver o que fazia sentido dentro da sonoridade do disco, dentro da história que a gente queria contar. Teve muito respeito, mas também muita sinceridade um com o outro, de ver o que fazia sentido e o que não. E foi ótimo exercício, mano. Eu amei.

É aquele trabalho de cada um ajudar o outro para fazer com que as coisas funcionem. E como, geralmente, cada um tem uma expectativa e característica, às vezes acaba se chocando ali. Mas tem também um crescimento e desenvolvimento das pessoas.

Com certeza. O conflito sempre aparece. O grande lance é, eu acredito que seja, realmente pensar que isso faz parte de algo muito mais grandioso que nós. Acredito que a música vai conduzindo essas coisas a partir do momento que você se propõe a deixar que ela conduza, né? Porque eu podia ficar lá de birra, me tacar no chão, chorar… falar: ah não, eu quero, eu quero. Mas a gente tava bem adultinho.

 

EU SOU UMA PESSOA DE AXÉ, ENTÃO É MUITO IMPORTANTE PARA MIM QUE TENHAM ESSES ELEMENTOS, E ESSA PERSPECTIVA DA GENTE CONSEGUIR CONSTRUIR UM MUNDO NOVO.

 

Foto: Isa Katupyryb

 

Vocês já tinham o título, uma ideia, mas como foi construir e direcionar os temas a partir do que já tinham em mente?

Olha, nesse disco, quando a gente estava conversando sobre o que eu estava querendo artisticamente, eu precisava muito testar, mas também falar sobre vulnerabilidade. Como eu já disse em vários lugares, a minha vida pessoal e a minha vida artística são completamente intrínsecas uma na outra. Então não tem como eu passar por processos pessoais sem que isso reflita no meu trabalho. E era justamente isso o que estava acontecendo. Desde 2022, quando eu lancei “Marcha”, muitas coisas aconteceram na minha vida pessoal. E foram realmente fases, de luto, fases de me entender na minha autoestima enquanto mulher, enquanto pessoa indígena… entender a minha caminhada artística dentro da música, dentro do hip-hop. Então, essas fases já foram vindo desse lugar pessoal e aí eu acho que o Lunar já deu meio que uma sintetizada de que caminho a gente poderia ir. A vulnerabilidade é uma coisa que tem muito no disco. A autoafirmação, aquela coisa de bater no peito para se provar para os outros, é muito diferente de você saber o lugar que você ocupa. Então, não é uma coisa de… ah, eu tenho que provar. Não! É uma coisa de: eu sei o que eu estou fazendo, eu sei o tamanho da minha caminhada e o quanto ela é importante. Também posso falar sobre a noite porque ela é tão importante para nós da música, para nós, poetas… enfim, várias fitas. A minha espiritualidade também não poderia ficar de fora. Eu sou uma pessoa de axé, então é muito importante para mim que tenham esses elementos, e essa perspectiva da gente conseguir construir um mundo novo. Como eu disse, eu passei por várias fases de fim de mundo pessoalmente. Vários mundinhos meus acabaram, assim como vários mundinhos de outras pessoas também acabaram, pós pandemia principalmente. Pessoas que perderam pessoas, relacionamento que acabaram… são vários fins de mundo particular. E isso também aconteceu comigo e eu queria muito falar no disco e sobre como a gente pode reconstruir esses mundos particulares e o mundo que nós estamos. A crise climática está aí batendo fortemente, terceira guerra mundial, sei que, sei que lá. E aí, vai fazer o quê? Eu não sou do time que senta, chora e aceita esperando o que vai acontecer. Vamos ver aí o que dá para fazer. E nisso o seu Ailton Krenak é uma grande referência, principalmente com o livro “Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”. A gente foi conversando sobre tudo e organizando.

E tem esse lance das fases da lua, como você encaixa tudo isso ali, as fases boas e as ruins? No final tudo serve para um aprendizado na nossa vida, tudo serve para a gente aprender alguma coisa.

Com certeza. Olha, eu acho que as fases minguantes são as principais. Por exemplo, “Não Tem Volta” é bem para dentro. “De Longe”, que abre o disco, também. Foi uma faixa muito difícil de gravar. Eu chorei, parei de gravar várias vezes porque eu precisava chorar. Inclusive, na gravação, a gente tem uma voz baixinha chorando, porque foi uma música muito difícil para gravar. É muito sensível para mim. Então, acho que essas duas faixas, por exemplo, são minguantes. E aí a gente tem faixas crescentes, que é, por exemplo, “KariCardume”. “Originária Dikeké”, que tem feat com a Maria Preta, eu acho que é uma fase crescente. E tem as luas cheias. “Lunar”, que tem feat com o Lino Krizz com certeza. É “DzudéCrody”, que fala muito sobre força, e eu divido com o meu parente Dzubuye Kariu, onde a gente canta na língua do povo Carijó, que é o nosso povo. Então tem muita força. “Prontos ou Não”, que é a última do disco, feat com a FCLG Horns, também é muito deste lugar. E tem umas que são mais solares, essa coisa do dia virando, sabe? Da madrugada virando. Então, “ResDogz” é uma música solar. Pelo o que eu percebi na audição, as pessoas interpretaram essa como um grande love song, o que não deixa de ser, mas é muito mais para os meus amigos e meus parentes do que para, de fato, uma coisa romântica. Enfim, a música tá aí e as pessoas tomam posse dela como querem. Também tem essas músicas solares, e aí eu acho que o álbum foi dividido nesses lugares. Mas não vai numa fase linear da lua. Ele vai mudando.

Eu gosto bastante dessas mudanças de nuances. Fica também mais dinâmico. Geralmente querem sempre que o álbum tenha um conceito fechado e seja aquela coisa quadrada que leve para um lugar apenas, mas é interessante quando o artista leva para um passeio a vários lugares, você consegue ter uma experiência na audição ali totalmente diferente do que só ouvir uma vez, entender, gostar, mas depois não voltar.

É isso. A gente é fortemente influenciado pela lua, né, mano? Temos nossas fases, e a ideia é acompanhar as pessoas em cada fase delas.

Depois que o disco saiu, você voltou a ouvir novamente?

Eu deveria, né? Isso aí eu deveria com certeza, até porque é um disco curto. Isso também foi uma coisa que a gente ficou pensando dele realmente dar vontade de voltar e ouvir, só que não necessariamente na sequência das faixas,…

Ouvir no aleatório?

Sim! Acho bem maneiro.

Eu já estou no time que é contra o aleatório. Gosto de ouvir na sequência.

É bom ouvir na sequência. É bom ouvir no aleatório também… só que o que eu ia falar… tem que ter um cuidado porque de repente você tá ouvindo uma suave e do nada vem uma pancada. Mas fica a critério, como quando colocam aqueles avisos: tal o episódio pode ter cenas perturbadoras. Recomendo discernimento.

E é legal esse lance de você apreciar a parada de ouvir mais de uma vez, porque a gente vive num momento em que as pessoas estão muito urgentes e não estão parando para ouvir, para entender, para absorver aquilo. Elas ouvem, descartam e já perguntam: e aí, quando vai sair o novo disco? Então é legal essa parada de, pô, preciso entender aqui, preciso ouvir de novo essa parada ou… às vezes a pessoa não entendeu e fala: pô, não gostei, mas eu preciso ouvir de novo para ver qual é que é. Várias vezes aconteceu comigo. Não curti na primeira escuta. Mas depois você vai entendendo a brisa.

Sim, sim demais.

E você prefere soltar singles ou ir direto para o álbum?

Olha. A gente não soltou nenhum single desse, e eu amei, tá? Eu amei entregar o álbum de uma vez. Até porque na minha carreira, por N motivos, mas principalmente por ser independente, eu trabalho muito com single. E assim, fazer álbum é caro. Mas agora ter soltado o álbum de uma vez, me pegou bastante. Gostaria de fazer mais vezes, porque acho que me ajuda com a ansiedade, sabia? Porque se eu solto um single e as pessoas odeiam, como é que eu vou soltar o álbum depois? O lance é já ir logo.

 

Foto: Isa Katupyryb

 

Falando de single e de álbum, também tem o visual, como essa estética futurista foi trabalhada?

Então, pensamos juntos sobre esse lance da distopia, de… acabou o mundo e agora como é que vão ser as coisas? Reunimos um time muito brabo na construção dessa estética. Por exemplo, a fotografia da capa é da de Isa Katupyryb e os efeitos foram feitos pelo Tiago Costa, que faz parte da Quintal, que é a nossa comunicação, nosso marketing. O stylist foi feito pela Vi Vênus. A gente conversou muito sobre como imprimir essa coisa da distopia. Eu queria muito que tivesse essa característica de lua mesmo, e da lua como uma entidade, sabe? Como um ser vivo, de fato. E essas pessoas, genialmente, conseguiram trazer isso para o visual. Então, por exemplo, a TIKA, que é quem faz a maquiagem, foi genial. E também pensando em outros debates, né amigo, por exemplo da moda. A moda é um dos (vou vilanizar)… é importante dizer que é um nicho que polui pra caralho. Existem toneladas de roupas, de N coisas, que são jogadas aí no mundão. Então, como a moda também pode ser um instrumento para a gente repensar como vai querer um mundo a partir daqui, tá ligado? Pensando em sustentabilidade mesmo, pensando em, mano, ficar vivo de alguma forma. E é interessante levantar essas questões também na música, na arte, porque às vezes querem separar tudo. A arte é uma coisa… as questões sociais, ambientais são outras. Só que está tudo ali junto.

A moda também é algo que querem distanciar da arte, mas são muito próximas.

Nossa! Muita próxima. Para mim, a arte, moda e política estão totalmente juntas. A gente, quando veste uma roupa, e para além de vestir a roupa, mas falando desse estágio final, vamos dizer, que é vestir, a gente comunica muita coisa. Quem a gente escolhe vestir comunica muita coisa. Por que nós estávamos vestindo isso? Tipo camiseta de quebrada, camiseta de time… então, eu acredito que a moda é completamente desse lugar. E pra mim, poder ter escolhido essas pessoas, tanto na fotografia, quanto na maquiagem, quanto no marketing, na construção, tudo, é uma forma de se comunicar e se posicionar também. Essas pessoas que estão trabalhando com a gente porque acreditamos na mesma coisa. Tudo ficou muito amarrado, inclusive as animações de algumas faixas do álbum, que também comunica isso. O João Queiroz é um dos criadores do conceito visual do amazo-futurismo, que fala sobre esse mundo distópico onde a gente vive numa coisa meio cyberpunk e indígena, onde tem cidade e tem as nossas florestas juntos e a tecnologia também. Então, a gente trouxe o João para fazer essas animações junto com o estúdio Hilda, que é quem anima, para também comunicar isso. Então, a gente trouxe em todos os lugares possíveis visualmente e auditivamente.

Eu fiquei curioso para saber como desenvolveram as ideias das animações…

Amigo, a gente queria muitas coisas. No primeiro momento, pensamos alugar o museu do Ipiranga, tal como a Beyoncé fez …no Louvre. O grande lance seria desmistificar símbolos coloniais mesmo/ Então, a gente tem um episódio emblemático que é o fogo na estátua Borba Gato. Amamos. E eu queria trazer isso pro álbum. Fomos pensando como que iríamos trabalhar essa coisa de destruir mesmo esses símbolos coloniais sem ter que ir pra cadeia, sem precisar ser preso. Queria também que tivesse uma onda de game, porque eu gosto muito desse universo. Por isso pensamos nessas animações como se essas fases da Lua fossem fases de um game.

Agora você assina apenas como Souto. Por que você tirou o MC do nome?

Vamos lá. Vou fazer minha nota de esclarecimento. Veja, primeiro de tudo, uma coisa que me incomodava muito, as pessoas sempre erravam o meu nome. Sempre. Ou era MC Souto, ou era… sei lá, mano, qualquer outra coisa, tá ligado? Tudo, menos o meu nome. (risadas) Mas falando sério agora… eu sempre vou ser MC, porque está na minha gênese esse bagulho. Só que eu me senti um pouco limitada, porque eu vou ser MC pra sempre, só que eu sou mais outras coisas também. Eu sou cantora, compositora, intérprete. Futuramente eu tenho muita vontade de explorar mais a minha questão com o samba. E eu sinto que me coloquei nesse lugar de eu sou MC pronto e acabou. E não é assim. Eu estou aprendendo a ser menos 8 ou 80. Estou aí tentando chegar no meio termo das coisas para conseguir me enxergar para além disso, para que eu consiga me dar essa própria perspectiva. Nunca vou deixar de lutar pelo hip-hop, só que eu também tenho outros caminhos para fazer. E eu quero juntar todos esses caminhos.

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