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RAPr Especial: As MULHERES do RAP

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por Diana Pires

O HIP HOP é F*#&%!
Essa é uma verdade inegável. Mas também é inegável o quanto o rap é um gênero machista, talvez o mais machista da cena musical atual. Mas, apesar de todas as barreiras, elas lutaram, enfrentaram puxadas de tapete, sabotagens de todo tipo e se consagraram nesse meio ainda tão dominado pelos homens.

Para abordarmos a ascensão das mulheres no RAP, entrevistamos MC’s já consagradas que há anos batalham arduamente pra colocar seu trabalho na rua. Também conversamos com empresárias, beatmakers, dj’s e diretoras: mulheres que apesar de trabalharem “por trás das câmeras” estão tão no fronte de toda essa luta diária que é combater o machismo em todo lugar que vão, seja com os fãs, seja com os contratantes, seja com os próprios MC’s.

Fizemos as mesmas quatro perguntas para a Drik Barbosa, Lurdes da Luz, Luana Hansen, Gabi Jacob, Dj Vivian Marques, Daniela Rodrigues e Dj Flavya. Saiba qual é o posicionamento delas sobre a participação das mulheres no rap brasileiro.

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DRIK BARBOSA

drik barbosa

Adriana, conhecida como Drik Barbosa, tem 24 anos, é cantora e hoje se encontra entre as melhores MC’s brasileiras. Além do seu incrível trabalho solo e diversas parcerias, faz parte do grupo Rimas e Melodias junto com Alt Niss, Karol de Souza, Stefanie, Tássia Reis, Tatiana Bispo e DJ Mayra Maldjian.

Por que o rap?

Sempre tive contato com o Rap desde pequena através de tios que viviam ouvindo principalmente Espaço Rap (programa da rádio 105 FM) e Bone Thugs, porém só gostava do que ouvia e não sabia bem a importância por trás daqueles sons. Na adolescência, com 14 anos, um amigo me levou na “Batalha do Santa Cruz” e foi lá que aprendi de fato o que é o movimento Hip-Hop, me apaixonei, me identifiquei e vi que era a forma que poderia me expressar sem limitações e ai comecei a fazer rimas.

Quais são as maiores barreiras para as mulheres no rap, principalmente como MC? Essas barreiras são maiores com os fãs, contratantes ou os próprios MC’s?

Acredito que no geral. Por ser mulher já enfrentamos barreiras em uma sociedade absurdamente machista, portanto em qualquer área em que atuamos temos que lidar com isso, e no movimento Hip Hop existem pessoas machistas assim como em todo lugar. Também existe sim apoio a nós, porém ainda é pouco e estamos trabalhando para que isso mude.

Você acha que o feminismo e o empoderamento das mulheres mudou alguma coisa no meio?

Mudou muito. Cada vez mais vemos mulheres DJ’s, Mc’s, Bgirls, grafiteiras… Exatamente porque essa mulher que se sentia insegura para ingressar no movimento, por ser a maioria homens no meio, com medo de não serem reconhecidas, aceitas e etc, essas mulheres estão se sentindo mais seguras, com auto estima e capazes para enfrentar essas barreiras. É nítido que estamos nos sentindo mais confiantes e sem medo para compartilhar nossos talentos e contribuir com o movimento.

Qual a mensagem que você quer transmitir para os machistas em geral?

Que é preciso reconhecer que o machismo está em todos nós, que fomos ensinados assim e que temos que reconhecer isso pra mudar esses pensamentos que foram implantados em nós. É preciso de uma vez por todas entender que nós mulheres somos PESSOAS que tem poder de escolha, voz, vida e não somos menos em absolutamente nada!!! O machismo fere e mata todos os dias milhares de mulheres e isso precisa ser mudado com urgência!!!

Indique uma MC.

Karol de Souza.

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LURDEZ DA LUZ 

Lurdes da Luz

Lurdez Da Luz, de batismo Luana, nasceu e foi criada no centro de São Paulo, na região conhecida como Cracolândia, onde morou até os 19 anos. Ela também residiu em outras áreas da cidade, entre elas, um estúdio de áudio onde trabalhou como assistente. Desde pequena tem a música como uma atmosfera, um estado de espírito. Descobriu como aliar outro dom, o da palavra com o som e vem vivendo isso desde os anos 2000.

Por que o rap?

Porque eu realmente tava ouvindo muito quando comecei, era o som que eu mais chapava. E de tanto pagar um pau eu encontrei uma forma de fazer. Me identifiquei primeiro e depois me reconheci como alguém que cria no mundo com o rap.

Quais são as maiores barreiras para as mulheres no rap, principalmente como MC? Essas barreiras são maiores com os fãs, contratantes ou os próprios MC’s?

Eu encontrei em todos os citados acima. Contratantes que num arriscam e desacreditam, isso já existe na indústria da música em geral. Fãs homens fechados, várias vezes ouvi: “minas devem cantar bonito não rimar, vocês querem ser mano?” Isso é limitante… E outra, olha pra diversidade de mulheres que há uns anos estão fazendo isso e você vai ver estilos originais, sinceridade, que trazemos evolução para cultura, que a nossa contribuição tá sendo muito subjugada. As vezes a tiração é sobre profissionalismo, sei de mim e de algumas histórias das mcs dando nó em pingo d’água pra botar trampo de qualidade na rua, sem ajuda nenhuma realizando, acreditando, cumprindo com a palavra, eu invisto no meu bagulho e ainda bem que sempre teve gente que se envolveu, e você quer retribuir pra quem trampou, só que precisam rolar mais shows pagos. Hoje existem muitas minas na cena de rap que só gostam dos grupos e mcs homens, cada uma vai dizer um motivo, e a maioria será um motivo machista mesmo que ela não saiba ainda… Enfim, é só você ver o conteúdo das letras de muitos mc’s. Por outro lado, acho que você já está lutando sendo quem é, tendo um espaço igual de fala, sem ser podada num ambiente masculino.

Você acha que o feminismo e o empoderamento das mulheres mudou alguma coisa no meio?

Lurdez: Totalmente, a quantidade de minas que faz e faz bem é a maior prova. MC’s, mulheres em todos os campos, produção musical, executiva, imprensa, vídeo…  Mas precisa rolar muito mais meios de crescimento em todos sentidos pros trampos das minas, mas não sei  dizer uma fórmula. Eu sei que sou referência, tem um grau de pioneirismo no meu trampo mas também postura, tenho orgulho disso, acho que cada uma se valorizando (não no sentido moralista) e abrindo diálogo com as demais, fortalecendo as que você se identifica é um dos caminhos.

Qual a mensagem que vc quer transmitir para os machistas em geral?

Vocês estão acabando com a própria vida. Estão gerando seu próprio sofrimento. Não será bom o seu fim.

Indique uma MC.

Bia D’Oxum / Bê O

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LUANA HANSEN (link: https://www.youtube.com/watch?v=p6kRqzpoo3k)

luana

Luana Hansen é uma das primeiras DJ, MC, Freestyle e Produtora musical do Brasil. Proprietária do estúdio Luana Hansen (E.S.A.P.A.S), trabalha em suas produções independentes graças ao seu conhecimento como técnica de som. Autora do hino da “Marcha das Mulheres Negras 2015” que aconteceu em Brasília, está há mais de 17 anos na cena do RAP. Ela gravou seu primeiro som no estúdio do DJ CIA com o grupo A- FORÇA e integrou o grupo A-TAL, ganhando prêmios como Hutúz.

Luana é fundadora do programa MIC Aberto – Smoke Time, na Web, o qual dirige, edita e apresenta. Seu estúdio já produziu pessoas como Linn da Quebrada, Les queens, Krudas Cubensi (Cuba), Bia Ferreira (Aracaju), Frente Nacional de Mulheres do Hip Hop.
Com esse estúdio que também é itinerante, já foi dentro da Fundação Casa de Taipas gravar as meninas criando uma coletânea com 15 faixas junto com a Ação Educativa.

Por que o rap?

Por que amo o Ritmo e a Poesia, amo a capacidade que o rap traz em compassos, BPM e rimas. Você poder ser um “Griot”, pode narrar sua historia e mesmo assim mudar a vida das pessoas conscientizando e fazendo a elite lembrar que existe um periferia que tá vendo, como dizemos no rap: passou batido mas não despercebido.

Quais são as maiores barreiras para as mulheres no rap, principalmente como MC? Essas barreiras são maiores com os fãs, contratantes ou os próprios MC’s?

Quando se trata de ser mulher num movimento onde lojas na Galeria que se dizem do RAP nacional apenas indique OS MANOS quando você pergunta de alguém, ou quando você ouve produtores de renome afirmando que mulheres são ruins sem conhecer o nome delas.
Nunca será igual ser um homem no rap, e sinto que até quem contrata os Mc’s e até o publico não valoriza, não compartilha, não vai aos shows…

Você acha que o feminismo e o empoderamento das mulheres mudou alguma coisa no meio?

Não somos feministas de hoje no movimento Hip Hop. Já venho de uma época onde tinha Sharylaine, Rubia RPW, Dina Dee, Negra Giza.
Sempre lutamos a diferença, é que hoje temos outras ferramentas, nos unindo e tomando a cena de assalto. Agora, que incomoda a gente sabe que incomoda.

Qual a mensagem que você quer transmitir para os machistas em geral?

Deixo o o vídeo de Machocidio, em que participo:

Indique uma MC.

Sharylaine, minha musa e referência

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GABI JACOB

gabijacob

Gabi Jacob é diretora há mais de seis anos. Seu último videoclipe (Mandume, do Emicida) foi considerado um dos melhores clipes de 2016 em uma lista que também continha “Virou canção” do Rodrigo Ogi, também dirigido por ela. Além disso, já dirigiu outros clipes do Ogi e Emicida, além de Slim Rimografia, Lurdez da Luz, Aláfia. Encabeça o movimento Casa de Clipes, que une oficinas de cinema para jovens periféricos, eventos, videoclipes e outras atividades que unem cinema e música.

https://vimeo.com/203437385

Por que o rap?

O hip hop é um movimento muito forte que une muitas coisas que respeito e admiro: o lance da palavra, a determinação e principalmente uma coletividade muito forte. Eu cresci vendo MTV. Eu era fascinada por videoclipes, gravava os que eu mais gostava nas fitas VHS que meu pai me dava. Como ele é cinegrafista e fotógrafo, cresci em meio a música, fotos, videos. Sempre pirei muito em música e consumi de tudo: pop, reggae, mpb. Quando eu tinha uns 15 anos, ouvi Racionais pela primeira vez. Me lembro exatamente do que eu senti, nunca tinha ouvido nada parecido. Quando eu comecei a me envolver com cinema, coincidentemente o primeiro set de filmagem que entrei na vida era de um clipe do Z’áfrica Brasil (que sou imensamente fã e amiga até hoje). Depois, em 2010, numa festa, conheci um cara que tinha uma banda. Na época eu já era estagiária em uma produtora, ele me mostrou alguns sons e perguntou se eu não queria fazer um clipe da banda deles. Era o Ogi, na época integrante do Contrafluxo. Então vários caminhos me levaram ao hip hop, e graças a ele minha visão de mundo mudou muito.

Quais são as maiores barreiras pras mulheres no rap, principalmente como diretora? Essas barreiras são maiores com os fãs, contratantes ou os próprios MC’s?

A maioria dos caras não confia no trabalho das mulheres, você precisa se impor sempre mais e, em alguns casos, até se masculinizar. Se um diretor homem tem que provar que é bom, uma diretora mulher tem que provar 10 vezes mais. Fora que rola sabotagem no meio o tempo todo. Uma coisa muito sinistra que acontece direto no rap é: se um cara chama uma mina pra trampar, os caras perguntam se ele tá saindo com ela. Sério, já aconteceu muito!

Você acha que o feminismo e o empoderamento das mulheres mudou alguma coisa no meio?

A luta é atemporal né? Ela sempre existiu. Váras minas antes de nós abriram caminho até aqui. Eu cresci numa familia árabe super machista, e graças às várias mulheres que conheci por causa do rap, aprendi e tenho aprendido constantemente sobre o poder da mulher. Infelizmente tem muita coisa enraizada ainda, por exemplo letras de raps que incitam violência e desrespeito contra a mulher, esses caras tem todo um respaldo da sociedade, não só dos homens mas das próprias fãs mulheres, porque é tão enraizado que elas não veem isso como machismo. Por isso que não tem fórmula mágica, é uma luta diária. Já tem muita coisa sendo discutida nos bastidores, mas muita coisa ainda falta. Como a arte no geral é dominada por homens, as coisas chegam pra nós com apenas uma visão, a visão masculina, então precisamos de mais diretoras, produtoras, fotógrafas, afinal o cinema não é só entretenimento, ele também é uma ferramenta social e histórica.

Qual a mensagem que você quer transmitir para os machistas em geral?

Ouçam o que as mulheres têm a dizer!!!
 Outra coisa, meninas super novas têm consumido pra caramba esses raps machistas, então também tenho um recado pra elas: manas, prestem atenção nas letras desses caras! Esses caras não amam mulher, esses caras ODEIAM mulher!

Indique uma diretora:

Carina Zaratin, diretora e fotógrafa incrível.

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DJ VIVIAN MARQUES

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Vivian Marques Ramos, 35 anos, é DJ há 10 anos. Em 2007, para abrir espaço para mulheres no Hip Hop, criou em parceria com Tati Laser e Juju Denden o projeto “As Minas Pá”.

Por que o rap?

O RAP foi o gênero musical que me colocou em contato com a minha identidade Negra, me fez refletir sobre questões de resistência e autoestima. Enfim, me colocou em contato com a Cultura Hip Hop que me trouxe ideologia, diversão e profissão tudo junto e misturado.

Quais são as maiores barreiras para as mulheres no rap, principalmente como DJ? Essas barreiras são maiores com os fãs, contratantes ou os próprios MC’s?

O elemento DJ é bem masculino, quando comecei a discotecar, eram poucas as mulheres que se aventuravam… Eu tive muito apoio no início, pois devido ao fato de eu ser bastante baladeira, eu ja tinha muitos amigos DJs, inclusive aprendi a tocar com um dos melhores do Brasil, DJ KL JAY. Esse conhecimento no meio me abriu muitas portas, mas em compensação quando estava em ambientes onde não conhecia as pessoas, eu via o olhar dos homens duvidando e muitas vezes questionando verbalmente os meus conhecimentos musicais, técnicos, enfim, minha capacidade de fazer igual ou melhor do que muitos deles… Sendo eles DJ’s ou não! Embora isso me irritasse, eu nunca permiti que isso me desanimasse.

Você acha que o feminismo e o empoderamento das mulheres mudou alguma coisa no meio?

Ah, Sim! As mulheres foram ficando mais fortes, se encorajando nos exemplos de outras, isso além de união, autoestima, libertou as mulheres de estigmas e paradigmas da sociedade. De que isso pode e aquilo não pode… Nao temos limites, somos o que queremos e ninguém nos autoriza ou desautoriza. Na cena Hip Hop e principalmente entre os DJs, surgiram mais mulheres, e mulheres que tocam pra caramba, tem base do que estão fazendo e representam. Diferente de tempos em que pra tocar nas festas, você tinha que ser simplesmente um rostinho bonito, sem nenhuma qualidade. Não que isso nao exista mais, mas as fora do padrão (rs) também atuam na cena sem precisar seduzir ninguém, ou convencer por critérios de beleza e não de talento.

Qual a mensagem que você quer transmitir para os machistas em geral?

Esse pensamento está ultrapassado, e nos tempos de hoje nao há espaço para essa mentalidade. Abram a mente e aceitem as pessoas como iguais, independente de gênero, crença, raça e afins. Somos todos seres humanos com direitos, deveres e capacidades similares, o que nos diferenciam são habilidades e gostos que cada um tem o seu.

Indique uma DJ.

DJ Sophia.

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DANIELA RODRIGUES

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Daniela, tem 31 anos. Formada em administração com comércio exterior, ela já  trabalhei bastante em outras coisas antes de entrar no meio musical e se tornar empresária do Rashid e vice-presidente da Foco na Missão Produções, produtora cultural e loja de merchandising.
Por que o rap?

Eu já ouvia rap e frequentava a batalha do Santa Cruz, já achava aquilo tudo incrível, mas foi na rinha que o rap me conquistou de verdade. O rap me mostrou um mundo onde as pessoas amam tanto o que fazem, e fazem tanta coisa acontecer a partir desse amor, meu coração foi fisgado, precisava fazer parte daquilo.

Quais são as maiores barreiras para as mulheres no rap, principalmente como empresária? Essas barreiras são maiores nos fãs, contratantes ou os próprios MC’s?

O que eu senti de barreira no início é que os caras achavam que eu tava nessa pelo glamour – glamour esse que tô procurando até hoje – (rs)… ou que estava trabalhando com o Rashid só pra poder ficar colada no meu namorado… os caras, mesmo os amigos, não levavam a sério que eu queria trabalhar, que eu queria e quero fazer a diferença. Sou muito exigente comigo mesma em relação a trabalho. Outra coisa complicada, eram os contratantes do rap, eram sempre uns caras mais novos e que quando viam que era uma mulher queriam levantar a voz pra mim, nas primeiras vezes fiquei sem reação, mas depois… Eu costumava ser uma pessoa bem tranquila, mas logo entendi que teria que ser mais durona para ser respeitada, e isso fez toda a diferença no caminho que trilhei desde então.

Você acha que o feminismo e o empoderamento das mulheres mudou alguma coisa no meio?

Com certeza! Eu, na adolescência, nunca fui muito ligada a feminismo e/ou empoderamento, era falado em menor escala comparado a hoje em dia, mas já era falado e eu não dava atenção. Minha irmã, 5 anos mais nova que eu, sempre foi mais interessada que eu nesse assunto, até ela me enfiar em um grupo que falava sobre o assunto e minha cabeça explodir, só assim eu passei a entender a importância disso tudo.
Acho que a cena feminina hoje está quente devido a isso também, as mulheres estão mais confiantes e conscientes de quem são, de como são, do que são capazes e do poder que tem em suas mãos. O caminho pra elas nunca foi fácil e agora estão tomando o espaço a força, e é esse o caminho mesmo, se ficar esperando alguém dar espaço, não rola nunca! Acho isso maravilhoso!

Qual a mensagem que você quer transmitir para os machistas em geral?

DANIELA: Na verdade eu quero que eles se explodam! Eu sempre falo que ninguém nunca vai me ver falando “essa é pra quem desacreditou”, quem desacreditou não merece minha atenção! Todas as minhas vitórias e os meus olhares sempre serão pra quem acredita e pra quem precisa acreditar! Minha mensagem é para a mulherada, continuem sendo incríveis, se amem e não deixem nunca alguém te dizer que você não é incrível, mesmo naquele dia que você não estiver se sentido tão bem assim. Continuem sendo vocês, sendo fortes e maravilhosas!

Indique uma empresária, ou empresárias.

Helô Aidar (Pomm_Elo) | Juliana de Jesus (Tássia Reis) | Isis Carolina Vergílio (Tássia Reis e As Bahias e a Cozinha Mineira) | Marina Helena (Black Alien)
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DJ FLAVYA

dj flavya

Comecei a aprender a arte de DJ em 2009 com vinil e toca-discos no Scratch DJ Academy (começado pelo Jam Master Jay do Run DMC) em NY.  Em 2010 fui a primeira mulher a trabalhar na escola como professora de DJ. Sou filha de brasileiro e italiana, morei a maioria da minha vida nos EUA entre NY, Nova Jersey, e Michigan. Começei a aprender produção musical com Ableton Live em 2011.  Tenho paixão por música e cultura. Amo estar junto com pessoas, especialmente em ambientes musicais. Moro em São Paulo há 3 anos e planejo ficar por aqui.

Por que o rap?

Na verdade, o que me encanta é o Hip Hop, e existe uma diferença entre os dois. Hip Hop é inclusão, consciência e positividade, uma cultura composta por 4 elementos, um deles é o Rap. Rap é uma coisa que você faz, como eu faço discotecagem, e Hip Hop é pra viver.  Eu comecei a viver com Hip Hop quando eu aprendi a tocar com toca-discos. Toda a minha vida mudou. Meus amigos mudaram. Comecei a me respeitar. Comecei a ajudar os outros à minha volta. Hip Hop é uma energia muito positiva. Me deixa animada para ser eu mesma, me expressar e viver a minha vida ao máximo.

Quais sao as maiores barreiras para as mulheres no rap, principalmente como produtora e beatmaker? Essas barreiras são maiores com os fãs, contratantes ou os próprios MC’s?

Existem muitas barreiras para as mulheres no Rap, em outros estilos musicais, e em quase todos os outros aspectos da sociedade, infelizmente. Tenho orgulho de ter quebrado muitas barreiras na minha carreira de DJ e produção musical, mas admito que não foi fácil. Acredito que a sociedade em que vivemos condiciona as mulheres a pensar e agir de determinada maneira, de uma forma que elas são facilmente controladas. Por exemplo, por que uma mulher deveria ter medo de caminhar sozinha pela rua? Por que uma mulher deveria ter medo de ir a uma festa sozinha? Desde 13 anos de idade, até hoje, passei a maior parte do meu tempo em ruas e festas. Eu sei como cuidar de mim mesma, eu confio em mim mesma. Em minha mente, não há problema com isso, mas você sabe quantas vezes as pessoas me chamaram de louca e me fizeram sentir que eu estava fazendo algo errado? As barreiras existem em toda parte, em tudo, para as mulheres. Nós, como mulheres precisamos nos livrar do medo e ser mais confiantes.

Você acha que o feminismo e o empoderamento das mulheres mudou alguma coisa no meio?

Absolutamente! As mulheres estão conscientes de seu poder. As mulheres estão ajudando outras mulheres! Isso é incrível, e isso precisa continuar. Ninguém vai chegar a lugar nenhum no mundo sozinho. Precisamos trabalhar juntos para melhorar nossas vidas e a vidas dos outros. Mas eu não acho que é correto para as mulheres “odiar” os homens. O ódio não é saudável para nada. Se há energia negativa circulando ao redor de sua vida, é sua responsabilidade identificá-la e corrigir o problema, se é um relacionamento ou um trabalho ou uma memória. A pior coisa é espalhar emoções negativas para os outros. Năo faça isso. Espalhe o amor, espalhe o conhecimento, e ajude suas irmãs com um sorriso.

Qual a mensagem que você quer transmitir para os machistas em geral?

Mude sua visão e comece a olhar para as mulheres como seu igual.

Indique uma DJ.

Rafa Jazz, DJ e beatmaker.

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