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Projota

Projota: “na nossa sociedade o dia do caçador é todo dia, mas a gente continua lutando para que chegue o dia da caça”

Na entrevista, Projota fala sobre sua participação no BBB, do que aprendeu, do projeto com Lucas Penteado, do vídeo "Dia da Caça" & MAIS.

No meio da tarde de quarta-feira, 12 de maio, recebo uma notificação de mensagem no WhatsApp sobre o videoclipe de “Dia da Caça”, do Projota. Demorei um pouco para abrir a mensagem. Quando abri, vi que também seria possível falar com ele sobre o lançamento, que antes de ler as informações completas achei que era de uma música inédita. Mas não, faz parte do álbum “Tempestade Numa Gota D’Água”, lançado em 2020.

Pelo tempo corrido, demorei um pouco para responder o interesse de fazer a matéria, e mais alguns minutos para confirmar a conversa com o MCs. Não poderia deixar passar a oportunidade de saber detalhes sobre a passagem dele no BBB e entender o que passou. No final da tarde nos falamos uns 30 minutos por telefone.

“Foi difícil, mas ao mesmo tempo uma experiência única pra mim. Acho que todo mundo deveria ter essa oportunidade (de participar do BBB). Depois disso tudo, você cresce. E se o sentido da vida é crescer, eu tenho certeza que eu busquei esse sentido nesses últimos meses… cresci muito com isso. Me sinto muito mais maduro hoje, muito melhor. Enxerguei coisas que eu não conseguia enxergar aqui, porque as coisas que aconteceram lá dentro não acontecem aqui fora”, disse.

Na entrevista, Projota contou alguns detalhes e sentimentos que passou dentro da casa, dos aprendizados, do seu acerto com o Lucas Penteado, inclusive adianta informações sobre um possível projeto juntos, e faz uma autocrítica dos seus erros. Falamos também do visual produzido e dirigido por Rafa Costakent, que pega referência da cultura dos anos 80, vídeo game, filmes do Tarantino e lutas orientais.

 

 

Posso perguntar tudo? (risos)

 

Vamo pra cima!

 

Quando vi o vídeo, achei que era uma música nova, mas depois saquei que ela está no seu último disco… Mesmo sendo de 2020, e o videoclipe chegando agora, pra quem não está ligado nisso, o som soa como se fosse uma respostas para os haters que te criticaram por tudo que aconteceu no BBB. Você chegou a fazer essa associação ou já tinha uma programação para soltar ele agora?

 

Na real, é tipo isso né… a galera pergunta: como é que você tá lidando com as coisas? Mas eu falo: “mano, eu sempre tive que lidar com isso”. Tá ligado!? Você acompanha meu trampo há muito tempo e você sabe que eu sempre tive isso… sempre tive muita gente contra, tá ligado!? Então, em todo álbum meu acaba saindo alguma música que fala sobre isso de alguma maneira. Essa música acaba falando sobre isso, falando sobre as pessoas que não acreditavam no meu trampo quando eu comecei, lá 20 anos atrás. Quando não acreditavam na época que eu estava nas batalhas, quando eu estava lançando os meus primeiros discos e ela fala sobre tudo isso, né!? Fala que um dia chega! O dia da caça chega… e aí vem na questão social também, que ela fala também que na nossa sociedade o dia do caçador é todo dia, mas a gente continua lutando para que chegue o dia da caça. Acho que a gente acaba representando o dia da caça individualmente. Artistas expoentes, que vem da periferia, como é o meu caso entre outros, acabam sendo um dia da caça. Eu sinto que o meu trabalho é um dia da caça no meio desse caçador eterno. Conseguir é quebrar estatísticas. E quando você quebra a estatística é o dia da caça, é a vitória dos nossos. Então, a música fala sobre tudo isso… na real, a gente estava com o clipe pronto desde o ano passado. Esse clipe ia sair em janeiro, ai me convidaram para o BBB. Então, a gente guardou ele pra poder voltar com os lançamentos depois. Não quis lançar nada enquanto eu estivesse lá dentro. E a gente tem até outras coisas já pra lançar também.

 

Participar do BBB mais te ajudou ou mais te atrapalhou nesse momento de carreira?

 

Na verdade, eu não sei avaliar, mano! De verdade!? Eu acho que tem os seus prós e contras. A gente estava… estava não, está em uma pandemia. Como não tinha como fazer show… não dava pra fazer praticamente nada. Só estava fazendo música em casa, soltando de vez em quando um som. Não tem como fazer show, não tem como trabalhar… aí o convite me vem. Se fosse, por exemplo no outro ano ou se fosse pro ano que vem, talvez eu não tivesse aceitado. Mas por se tratar de um período em que estou impossibilitado de trabalhar e era uma possibilidade de levar o meu trabalho pra mais gente, de fazer mais gente conhecer a minha cara e ouvir minha música, me pareceu a melhor escolha.

 

Quando você entrou na casa a coisa já estava feia. Agora piorou um pouco mais. Na música você fala sobre as pessoas que são caçadas todos os dias (no caso nós) e governo não faz nada para mudar isso. Assim, os caçados continuam sem perspectivas de mudança. Qual sua visão sobre todo esse descaso?

 

Adailton eu te falo o seguinte, e olha que bagulho doido. Quando eu entrei no BBB, a galera estava falando sobre a vacina aqui fora. Foi na época que já tinha países vacinando e aqui estava pra vacinar (ou era isso que se esperava). E aí eu fiquei 2 meses fora. Lá dentro a gente até achava que ia receber a vacina. Conversávamos sobre isso lá. Eu mesmo falava isso: “mano, eu acho que a gente vai servir como propaganda da vacina. Eu acredito que quando vier a vacina eles vão vir dar a vacina na gente pra alertar a população pra se vacinar, porque tem muita gente que é contra”. E aí, você vê. Fiquei 2 meses fora, são 10 dias de pré-confinamento e eu fiquei mais 51 dias lá dentro. Quando eu entrei, o Brasil tinha 200 mil mortes. E eu sai quando estava batendo em 300. Então eu falei: “mano, como que em 2 meses morreu metade das pessoas que morreu em um ano?” Eu nunca sonhei com isso, nunca. Quando eu sai as pessoas perguntavam como eu estava, até meus amigos perguntando como eu tava lidando… Mano, presta atenção, tem coisa muita maior que o Projota acontecendo. Tem coisa muito maior do que um reality, tem coisa muito maior do que tudo isso aqui. Agora, com 1 mês a mais, a gente cHegou em 400 mil (mortos). Ou seja, em 3 meses teve o mesmo número de mortos que foi em 1 ano. Não tem como a gente não enxergar esse descaso. Ele está escancarado… tatuaram descaso na nossa cara. Pra onde você olha está pichado: descaso, descaso, descaso. Esse é o retrato do Brasil hoje.

 

Acho que todo mundo deveria ter essa oportunidade (de participar do BBB). Depois disso tudo, você cresce. E se o sentido da vida é crescer, eu tenho certeza que eu busquei esse sentido nesses últimos meses. cresci muito com isso.

 

Querendo ou não, nesses 3 meses de BBB, geral ficou muito ligada para sair dessa realidade…

 

Uma válvula de escape, né!?

 

Total! Porém, também começou a rolar várias coisas na casa que acabou refletindo aqui. Não sei se você conseguiu absorver tudo que rolou lá dentro. Mas queria saber qual foi sua impressão depois que saiu, viu tudo que aconteceu e a reação do público aqui fora, principalmente nas redes sociais. Você considera que tenha sido cancelado por algumas atitudes suas lá dentro?

 

Não fui cancelado, não. Eu acho que existiu um padrão dentro desse Big Brother ou de aceitação ou de rejeição na hora da votação. Tanto que 3 pessoas tiveram um percentual maior que o meu, e todos de 70% pra cima. Então, rolou muito isso. Era um pensamento coletivo do público. É óbvio que quando eu sai eu tive um choque porque eu não via, e não conseguia saber… é louco isso, porque as pessoas não conseguem sacar que a gente não tem a visão 360 de que eu defendi o que acreditava que deveria ser defendido. E não tinha como eu ver que na real não era aquela escolha que eu deveria ter feito, porque eu não tinha a visão que vocês tinham aqui fora. Então, eu tive que ouvir o que as pessoas tinham pra dizer, principalmente a minha família, os meus amigos mais próximos, tá ligado!? Os meus melhores amigos são meus amigos desde os 7 anos de idade. Se tem gente que me conhece são esses caras. Eu ouvi o que eles tinham pra me dizer, o que minha família tinha pra me dizer, as pessoas que trabalham comigo, que convivem comigo. Li sim o que as pessoas estavam falando, porque é importante você ter esse feedback, você saber o que está acontecendo. Vi vídeo e tudo o que aconteceu, e fui perceber onde que eu errei, onde eu não errei. Então eu consegui enxergar tudo, raciocinar, refletir sobre tudo pra seguir pra frente, porque esse é o sentido da vida. Acho que todo mundo é passível de erro, e sim, errei lá dentro em alguns momentos, mas também acertei muito. E aí que está a questão, quando você erra, em algumas questões, principalmente lá no começo, pronto… fiquei marcado em cima daquilo e muita coisa que eu fiz de legal lá dentro a galera nem viu, sacou!?

 

O erro faz parte da vida, mas quando você erra e está sendo filmado 24 horas por dia é outra fita, né!? E eu fiquei de cara também com você. Teve alguns momentos legais e um papo que você deu no Lucas, mas depois da batalha e repercussão que teve lá dentro eu falei mano, isso não tá certo…

 

… então, essa questão… como estou aqui conversando com você que é do rap… a questão da batalha por exemplo eu fico muito chateado de assistir como que eu fiquei depois da batalha. Mas pra mim aquilo era é uma batalha, sacou!? Quando você está lá dentro… o que vocês estão vendo aqui eu não vejo lá. Eu só vejo quando as coisas acontecem. A minha sensação é que eu ia sair zoado do bagulho, tá ligado. Ali dentro, a minha relação que eu construi com o Lucas, que é um moleque que eu adorei desde o primeiro minuto que eu encontrei… e aí, ele começou ter algumas atitudes que me fizeram achar que na hora da batalha ele tava querendo me zoar… porque eu não queria batalhar, mano. Eu nunca batalho com ninguém. E aí eu achei que ia sair zoado… e quando você se sente ali acuado, você tem milhões de pessoas te assistindo, você não sabe como reagir. E a gente batalhou… só que tenho vergonha da minha atitude depois. Não tenho nenhum pouco de orgulho nisso, me sinto ridículo. Tenho 35 anos. Então, eu olho e falo: “caralho, mano, como você se deixou se levar tanto… como você fez isso Tiago”. Porque a galera se empolga, vem, fica falando e você vai se deixando levar. Não tem nada a ver com eu representar o rap, o hip hop… acho que isso é um peso que não é nesse caso que eu tenho que carregar. Mas o meu peso pessoal de ser homem feito, pai de família e eu não posso me deixar levar. Às vezes que isso aconteceu, eu assisto e fico com vergonha. Eu não tenho como voltar atrás, não tenho como fazer diferente do que já foi feito, o que eu posso é não fazer novamente. Mais que isso, é fazer outras coisas que me façam me sentir uma pessoa melhor.

 

Vai também na questão da energia do momento, e de relembrar os tempos quentes das batalhas que sempre eram valendo, sem brincadeiras. Ganhar, de certa forma, é sempre o objetivo de quem batalha.

 

Na verdade, você nem entende o que tá rolando no momento. Quem tá de fora assiste a cena como um todo. Ali você só tem o que você tá vendo. De repente, uma pessoa começou a rimar pra você do nada. E agora, o que você faz? Como é que você responde? É difícil, porque não é num show… por exemplo, já aconteceu em show meu… e esse é o tipo de coisa, Adailton, que… por exemplo, eu fazia show (antes da pandemia) todo final de semana, desde 2010, e em todo show meu eu chamo alguém pra rimar comigo no palco. Ninguém noticia isso. Ninguém. Nunca vi até hoje isso sair em lugar nenhum. Todos os meus shows praticamente eu pergunto se tem alguém que faz freestyle. E aí, um cara, uma mina levanta a mão e vem rimar junto comigo sem ser batalha. E ninguém noticia isso, porque não é interessante. Eu mesmo já fiz um compilado de vídeos disso, botei no meu insta e não deu comentário, você entende!? É foda isso… Mas o Lucas é um moleque sensacional, que foi pra quem eu pedi desculpa. Minha desculpa nesse caso era pra ele. E eu pedi desculpa pra ele, assim como eu pedi desculpa para os meus fãs que se sentiram tristes com isso. Eu pedi desculpa para o Lucas, a gente cantou junto, a gente já tem projeto de fazer coisas juntos. Foi um erro lá. Ele também errou lá dentro, eu também errei. Eu pedi desculpa pra quem eu acho que deveria. Ele fez o mesmo, porque é um cara que é do bem, que quer fazer coisas boas, e que corre pelo bagulho também. E a gente quer correr pelo rap juntos.

 

Projota
Foto: Rui Mendes

 

Achei foda, e até foi surpresa pra todo mundo… até me arrepiei quando ele entrou cantando Moleque de Vila.

 

Ninguém imaginava né mano?

 

Ninguém. Geral pensava que ainda tinha treta. Aí de repente ele surge do seu lado…

 

É, entendeu!? Mas é justamente isso. As pessoas esperam que a gente faça tudo publicamente. E tem coisa que não precisa. É vida, é normal. E eu realmente me arrependi das coisas que aconteceram lá dentro. Eu realmente falei com ele, apesar de eu já ter pedido desculpa publicamente no Faustão. Mas não era diretamente. Então, eu liguei pra ele. Falei com ele, e acho que é assim que as coisas têm que ser. Não era pra aparecer. Era um bagulho meu com ele. E agora os projetos que a gente tem pra fazer são coisas minhas com ele, e a gente nem sabe ainda como vamos fazer, mas vai vir coisas bem daora aí.

 

O lance do fã me pegou, principalmente porque meu filho curte muito o seu som, a gente sempre coloca no carro o CD do AMADMOL e ele até canta as músicas. Fiquei pensando como eu reagiria se o Lucas fosse o meu filho e tivesse acontecido aquelas mesmas coisas com ele. Até cheguei a boicotar, mas a gente é ser humano e erra toda hora…

 

… O foda é isso, porque o que bomba é aquele momento, mas tiveram vários momentos que levaram a gente a chegar ali, entendeu? A gente estava passando momentos muitos difíceis lá dentro. Aquela primeira semana foi muito forte, muita emoção. Era gente chorando pra todo lado.

 

Demais!! Isso me chamou atenção…

 

Tipo, mano. Passava alguém gritando, outro chorando, aí um brigava. Era uma loucura, velho. A sua cabeça pira. As duas primeiras semanas foram tensas. Tanto que depois as coisas foram melhorando. Eu tive a oportunidade de melhorar lá dentro. Quando eu sai, estava muito melhor que antes. Pra você vê, o Arthur que é meu amigo, que quase chegou na final, porque ele teve a oportunidade de crescer lá dentro. Eu não tive tempo pra isso. mas acho que sai na hora que tinha que sair, e graças a Deus foi do jeito que foi. Eu agradeço sempre a Deus.

 

Além da família, principalmente da sua filha pequena, ficar longe da música também deu aquela bagunçada na mente?

 

Sem contar que a gente estava um ano preso dentro de casa com a família, né!? E aí, de repente eu não tinha nem como ligar pra minha mina e a minha filha. Tudo isso bagunça muito. Nas primeiras… duas, três semanas eu chorava todos os dias com saudade de casa, medo de tá fazendo a coisa errada, medo de ter feito a coisa errada, medo do que estava acontecendo aqui fora. Foi difícil, mas ao mesmo tempo uma experiência única pra mim. Acho que todo mundo deveria ter essa oportunidade (de participar do BBB). Depois disso tudo, você cresce. E se o sentido da vida é crescer, eu tenho certeza que eu busquei esse sentido nesses últimos meses… cresci muito com isso. Me sinto muito mais maduro hoje, muito melhor. Enxerguei coisas que eu não conseguia enxergar aqui, porque as coisas que aconteceram lá dentro não acontecem aqui fora. Então, foi bom eu ter entrado e acontecido tudo o que aconteceu, porque aquelas situações não acontecem aqui fora. Estou muito mais preparado, mais feliz, mais alegre, mais ligado com os meus fãs, mais ligado com a família, mai atencioso com tudo. Minha chama acendeu de novo.

 

Projota
Bastidores do videoclipe | Foto: Rui Mendes

 

Voltando falar do clipe, você colocou nele várias referências de Kill Bill, samurais, kung-fu e de vídeo-game. Sei que você é gamer… e esse mundo dos games é a base do vídeo. Me diz como essas ideais foram desenvolvidas.

 

Mano, eu tenho essa ligação muito forte com a cultura dos anos 80, principalmente com esses filmes de luta que eu cresci assistindo. Eu sou de 86, então mano, quando eu tinha meus 5, 6, 7 anos ali no começo dos anos 90, era o que passava na Sessão da Tarde (da Globo). Passava o Último Dragão Branco, Karate Kid… eu sempre fui viciado nisso, mas nunca consegui colocar essa referência num clipe. E Kill Bill, porra, é um dos filmes mais fodas. Quando a gente pensou em espada, aí já virou um lance mais Kill Bill, porque bebe muito dessa fonte de filme de luta dos anos 80. E o game que também é minha grande paixão, meu grande hobby… a música é a minha vida (o trampo) e o game é o meu hobby. A minha primeira ideia é que fosse um jogo de luta, mas quando veio o lance da espada eu achei que a estética ficaria mais legal se fosse tipo um jogo em 3D. A principal referência é um jogo que chama Ghost Of Tsushima. É um baita jogo de samurai. A base foi essa… aí a gente foi gravar num templo que tem um academia de Kung-fu e os caras participaram do clipe. E também tem os caras da dança, porque a gente quis fazer um lance bem rap, bem hip hop, com essa referência da luta. É um dos clipes que eu mais gosto.

 

Soltá-lo no 13 de Maio foi estratégico para ser também uma forma de protesto, levando em consideração a temática da música e a “importância histórica” da data?

 

Na verdade não… esse foi mais o tempo que eu precisava pra me sentir bem pra voltar a trampar mesmo. Eu pedi esse tempo. A minha postura desde o momento que eu botei o pé pra fora foi muito real, cara. Eu realmente me senti mal com muita coisa. Fiquei mal um tempo. Depois eu já não estava mal, mas ainda estava assimilando tudo. E agora é o momento que eu to me sentindo 100% de novo: centrado, pronto pra guerra. E essa música é exatamente isso, de estar pronto pra guerra. É porrada.

 

Já tem plano para o futuro… e voltou a fazer músicas novas?

 

Eu voltei a compor, mas estou indo devagar. A gente já até tá marcando data aqui pra eu entrar em estúdio. O próximo disco eu quero ir mais pra rua. Os últimos 2 álbuns eu fiz mais dentro de casa. E esse eu quero buscar novas referências. Quero fazer uma coisa com mais instrumentos. Quero que tenha os rapão, que aí eu ligo pro Insane (Tracks) ali e ele já arregaça nas batidas (essa batida mesmo é uma das melhores que ele já fez pra mim). Mas eu quero estar com os músicos, produzir a parada lá com eles. Então, vai ter muita coisa. Tem músicas que eu fiz antes do BBB. Tem músicas que eu já tô começando a rabiscar agora, mas a maioria delas vão vir ainda… eu to sentindo. Isso acontece muito: eu vou juntando o argumento, o sentimento e pensando nas coisas… até que um dia eu sento e escrevo. E aí quando eu sento e escrevo, o barato é loco de verdade. É espiritual assim, eu acordo sabendo que vou escrever. E aí eu sento e escrevo.

 

Indicamos também: As crônicas de MV Bill sobre o cotidiano caótico de um país desestabilizado. Leia AQUI.

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