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Ajuliacosta no Cine Joia: as mulheres estão criando o próprio movimento no rap

Após quase 5 décadas de hip hop no Brasil, elas têm se identificado com as roupas, letras, gírias, realidade ideias e, principalmente, com quem as veste e compartilha as visões
Foto: Apollo

Tem um movimento acontecendo no rap. Não adianta fingir que não. Muito menos que são as mulheres que estão trazendo esse ar fresco. Isso tem causado algum tipo de histeria em certos homens que dizem não se sentir representados pelas letras delas. Paciência. Após quase 5 décadas de hip hop no Brasil, elas têm se identificado com as roupas, letras, gírias, realidade, ideias e com quem as veste e compartilha as visões. Mais uma vez, foi possível observar isso nos shows que Ajuliacosta fez no Cine Joia, em São Paulo.

Pela grande procura, os ingressos esgotaram. Teve que abrir um dia extra para atender a demanda e, novamente, não sobrou nenhum.

No sábado, 07 de março, nem a chuva forte que castigou a cidade tirou a disposição de quem estava na vontade de ver a MC em ação. A saída da estação do metrô Japão-Liberdade serviu de abrigo para alguns que aguardavam o aguaceiro amenizar. Aos poucos, a pista e o mezanino tiveram seus espaços preenchidos. Era também de se esperar que a presença majoritária seria de mulheres e da comunidade LGBTQIA+. Usando um clichê: o lugar ficou pequeno. Aju não influencia apenas a atitude. Os looks também fazem parte do conjunto, tendo peças da AJC$HOP como parte [ou todo] do figurino das AJCs.

 

Foto: Apollo

 

Pouco antes das 22h, DJ Ray se posiciona. É celebrada. As atenções se voltam para o palco. Dançarinas entram. Na sequência, Ajuliacosta surge com um babylook branco com a frase “Fiel a mim até o fim”, shorts e bota, ambos pretos. Ela tem presença de palco, e isso foi um dos quesitos mais comentados por fãs: “é outra coisa quando existe presença de palco… tem mais energia e as pessoas respondem”, ouvi uma delas comentando no final. Fato é que do começo ao fim, a rapper se mantém intensa. Isso não apenas quando está com o microfone empunhado. Dança também. Sua atitude faz com que a platéia a fique atenta a cada passo que dá.

O set é aberto com “Quero Saber”, seguido de “O que A Julia Vai Ser”, “Toc, Toc, Toc” e as linhas que faz no “THE BOX MEDLEY 12 – a única mulher de 6 participantes, e a que mais se destaca. É incrível como em praticamente todas as músicas, que faz a junção do repertório de “Novo Testamento” com os hits de seu repertório – “SET AJC”, “Você Vai Gostar” (feat com Duda Beat), e “3AM”, o coral de vozes a acompanha. Quando pede, respondem.

 

Foto: Apollo

 

Nas vezes que sai de cena, abre a oportunidade para que suas amigas brilhem. Fica ao lado de Ray para deixar que suas convidadas sejam as protagonistas. Ciça é a primeira. Contradizendo os falatórios de que é uma artista plantada pela indústria (Industry plant), algo que nem faz tanto sentido no rap nacional, ela mostra que sabe dominar aquele espaço. Aos 17 anos, ela já conquistou muitos ouvidos. Por isso, geral canta junto. O mesmo acontece com Barona e NandaTsunami. Esta é a mais aclamada. “P.I.T.T.Y. (Parecendo Uma Cafetina)” meio que se tornou um hino delas. Bate penado, e responde os que reclamam dos conteúdos de sua lírica.

”Os cara fica falando que as mina tudo rima igual
Que a gente só fala de buceta, mas, tipo
Por que que vocês não gostam que a gente fala de buceta?
Tipo, mano, cês são estranhos, sei lá”

Esse fortalecimento feminino tem aberto possibilidades para o crescimento de cada uma no mercado como um todo. AJC já ultrapassou os limites do rap. É um sinal de que está indo na contramão do sistema para criarem um espaço próprio e seguro. Assim, se protegem e se ajudam. Nanda agradeceu o apoio de AJulicosta no seu início.

Antes de fechar não poderia faltar Dharma, uma das mais ovacionadas, “Você Parece Com Vergonha” e “Liberdade”, encerrando com a energia lá em cima e todas e todos chegando junto no verso “Eu nasci livre, vivo livre, morro livre sem seu medo”. Foi catártico. Reafirmou [um dia antes do Dia Internacional da Mulher] de que nada nem ninguém pode [ou deve] tirar essa liberdade e o as portas que estão abrindo para que entrem juntas.

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