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Festival A Rua é Nóis: rap, funk, rock e reggae no mesmo lugar ao mesmo tempo

Acessível e diverso.

Dizem que, tratando-se de cultura, em Campinas, no interior de São Paulo, não acontece quase nada. Quando acontece é tudo no mesmo dia. Talvez seja verdade, porque apesar de ser uma metrópole, as opções são escassas. Essa problemática fica um pouco mais complexa se o recorte é feito nas periferias, áreas mais distantes do centro e dos bairros considerados nobres e distritos universitários e boêmios. Porém, o pré-carnaval de 2026 trouxe uma perspectiva de mudanças com a primeira edição do festival “A Rua é Nóis”.

Enquanto pela região central, os blocos tradicionais ocupavam as praças, na Estação Cultura“ Prefeito Antônio da Costa Santos”, antiga estação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, onde acontecem os principais eventos culturais da cidade, o rap, funk, rock e reggae se reuniram.

O sábado, 07, estava propício. O mormaço dava sinais de que a chuva apareceria em algum momento. Mesmo assim, quem foi não estava na preocupação de se molhar. Gratuito, o festival tinha segurança redobrada. A entrada em cada um dos três espaços possuía uma revista minuciosa, independente de quantas vezes tivesse que voltar.

Instalado na Casa do Hip Hop, o palco hip hop recebeu ao longo do dia workshop de DJ com a DJ Miriã Alves, show da MC Nata e a batalha de breaking 1×1 do projeto Consciência & Flow, com discotecagem do DJ Binho, DJ Sueyla e Mjay. Fora da competição foi possível apresentar o arriscar movimentos de break. À noite foi a vez dos rappers Semeador, que convidou os MC’s do underground campineiro Paulo Microfonia e Don Xand para compartilharem seus raps. Mano Fler, que era o artista principal do line-up, não compareceu. Logo à frente, estava o Palco Rock. Um dos momentos mais quentes foi a apresentação da banda Cidadão José, que fez a poeira levantar com os “bate-cabeça”.

 

 

O mais interessante dessa “divisão” por estilos foi a possibilidade que todos tiveram para se manifestar, principalmente através da vestimenta, sem que sentissem deslocados. Era de fato o “todo mundo junto e misturado”. Nessa diversidade, até as passagens dos trens de carga tornaram-se parte da estética. Em algum momento, a buzina de uma locomotiva complementou os sons dos riddims do Ruffneck Soundsystem, fazendo o efeito necessário para somar com os graves que saíam das caixas verdes de um dos coletivos de reggae mais representativos do interior paulista. DJ Clandestina, Sammy Bee, DJ Flávio Rude, Raquel Ruff, Anna Kelli, Visionary Woman e Jhayam colocaram geral para dançar com as seleções muito bem garimpadas das mais diversas vertentes da música jamaicana. Teve aqueles e aquelas que, tradicionalmente, ficam na frente dos falantes quase o dia todo, que faziam o corpo vibrar.

Assim como o Ruffneck, a Submundo 808 foi uma das que mais atraiu a atenção. O público, em sua maioria formado por adolescentes prestes a entrar na juventude, dançou e cantou os funks em cada um dos sets dos DJs Yuri Dimc, Gab, LL, Kenan e Kel, Clandestina, Pétala e Majestade. Nascida e criada em Campinas, a Sub ganhou o Brasil. Também fidelizou seus adeptos. É uma troca de energia entre DJ e platéia, que está na disposição para curtir o baile do início ao fim. Rodas são feitas para que os mais desinibidos mostrem suas habilidades. Os passinhos sincronizados também acontecem. Yuri teve a benção de tocar enquanto o sol se punha. Kenan & Kel abriu a noite que foi encerrada majestosamente pela Dj Majestade. No Off conversei com Vinicius Mariano, co-fundador da Submundo, que expressou sua alegria de realizar o desejo de levar a festa para um dos lugares mais icônicos da região metropolitana.

 

 

Assim que Majestade terminou seu set, precisamente às 21h30, geral seguiu em direção ao soundsystem. A chuva torrencial não deu trégua. Por causa dela também, a organização queria encerrar os trabalhos antes do horário determinado, 22h. Porém, Flávio Rude resistiu e manteve o reggae até os últimos segundos. Ainda empolgados com o frenesi sonoro, ninguém conseguia sair do recinto. Aguardavam o aguaceiro passar. Como não aconteceu, foram obrigados a sair assim mesmo. Esse foi o ponto negativo, considerando que a maioria chegou até ali de transporte público e teria que se deslocar caminhando aos pontos de ônibus. Isso não foi considerado e a segurança convidou-os a se retirar para o fechamento das portas.

Entende-se que existem horários, mas se o poder público se propõe a ceder o seu espaço precisa considerar os problemas que podem acontecer, principalmente os climáticos, e encontrar uma saída para que as pessoas fiquem seguras. Os contratempos foram irrisórios. Mas precisam ser ajustados, caso tenha outras edições – e espera-se que tenha. Os e as que compareceram tiveram as expectativas correspondidas. O “A Rua é Nóis” reforçou a necessidade de ter mais eventos desse porte, acessível e diverso, com investimentos do poder público.

 

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