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LEALL: “Eu quero me desafiar pra ver até onde eu consigo chegar”

Se manter na zona de conforto não faz parte dos seus planos.
Foto: GUTHI

Aos 24 anos, Arthur de Jesus Leal está feliz com a repercussão do EP Você Precisa do Álibi’. “Pô, mano, tô curtindo. Tô curtindo, que tá indo bem”, diz ele dias depois do lançamento em 10 de dezembro. “A galera tá falando bem na internet também, pô, é bom né mano!? A gente sempre fica naquela ansiedade: pô, será que o público vai gostar? Com a rapaziada curtindo, eu fico mais aliviado”. Mais conhecido como LEALL, ele faz a introdução de seu próximo álbum que pode ganhar o mundo em 2026 ou, quem sabe, em 2027. Ele ainda não sabe. É perfeccionista. Isso o faz lançar discos a mais ou menos cada 2 anos. É o jeito que encontrou para lapidar seu trabalho.

Antes do terceiro, que sucederá os elogiados “Eu Ainda Tenho Coração” (2023) e “Esculpido a Machado” (2021), ele prepara geral para o que pode ser uma evolução da sua forma de fazer rap. Nesta conversa de 30 minutos que tivemos por videochamada, o rapper de Marechal Hermes, Zona Norte do Rio de Janeiro, revela seus planos futuros e quais direcionamentos pretende tomar. Se manter na zona de conforto é algo que não faz parte do seu planejamento. Quer experimentar e explorar cada vez mais diferentes musicalidades.

“Eu quero cada vez mais experimentar. Não sei o que eu vou estar fazendo daqui há dez anos”, observa. “Então, eu tento não me prender a nada e não me limitar. Geralmente a galera me reconhece no drill, que foi como eu estourei, e também com o grime. Mas eu faço isso também. Não sou apenas isso”.

 

“Você Precisa do Álibi” EP tem seus altos e baixos, vai para algo um pouco mais denso, depois você coloca uma cor. Queria entender de que forma você fez a arquitetura dele?

Eu fiz o EP na real nesse intuito de testar pra um próximo disco, tá ligado? Também de experimentar essa versatilidade e ver o que a galera vai achar. Quero testar o público pra ver a reação, principalmente ali na última faixa, “Era Digital”. Esse foi o primeiro som que eu gravei com um músico acompanhando, o Eduardo Farias, que fez o teclado. Eu quero ir pra esse caminho no meu próximo álbum… vim com a galera tocando junto, com uma banda e tudo. Eu tô nessa visão agora, tentando mesclar isso com o meu rap. Quero crescer minha musicalidade, mano. A maioria da produção eu fiz ali com o Ávila e o Mahai. Essas músicas aí já têm acho que mais de um ano. Elas foram feitas durante umas sessões ali na Rock (Danger). Criamos algumas e fechei outras pra amarrar esse conceito.

Todas as músicas foram planejadas para esse projeto ou foi juntando o que já tinha?

Eu fui vendo o que fazia sentido. O nome do EP já é uma brincadeira com o nome do álbum que vai vir também. Então, tipo, eu já vim com esse teste aí, reunindo as músicas que faziam mais sentido mesmo, sem tanta obrigação ali do… você falou do storytelling dele, até tem ali uma história, uma cronologia, mas sem se apegar tanto a isso. É mais uma visão mesmo de criar músicas diferentes.

Foi mais uma forma de experimentar o que você está preparando para o futuro ou é um lance de criar coisas novas e sair da zona de conforto?

É um pouco de cada coisa. É pra alimentar meu público também porque eu estava há um tempo sem soltar música. Como estou na busca desse álbum ainda, pensei: “Vou soltar um epezinho aqui que acho que a galera vai curtir e dá pra entender mais ou menos como vai ser o que virá depois.

Falando em tempo, os seus álbuns têm um bom intervalo entre eles…

Geralmente é um ano sim, um ano não.

Mas por que esse tempo?

Preciso desse tempo, viado, pra conseguir criar e pensar no que eu vou fazer. Porque, pô, é foda, não dá pra seguir a mesma forma, né!? O último disco deu bom pra caralho. Então, eu poderia pegar e fazer algo similar. Mas não é uma parada que eu quero… Por isso levo esse tempo aí pra buscar e pensar no que eu vou fazer. Também leva tempo pra lapidar a parada, ainda mais um disco, né mano!? E é estressante pra caralho. Eu acertei pra caralho em “Eu Ainda Tenho Coração”. O público gostou muito, a rapaziada curtiu pra caralho, bateu bem. Então, pô, eu tenho que levar um tempo pra pensar qual vai ser o próximo passo. Por mim, levava até mais tempo, mas, pô, hoje em dia passa três semanas e já parece que foram seis meses. Mas é isso, eu tento fazer um ano sim, um ano não. Até aqui foi isso, mas não quer dizer que seja uma regra. É que eu tô na vontade de fazer esse próximo disco mesmo… e talvez num outro eu já desapegue dessa parada e leve uns três anos pra conseguir fazer uma parada com excelência.

Você gosta de sair da zona de conforto, no sentido de não seguir a mesma receita, e de alguma forma tentar superar o trabalho anterior?

Eu acho que nem é superar. Eu acho que é só… chegar com uma narrativa diferente. Sempre foi assim na real, desde que eu comecei. Sempre tenho essa vontade de fazer um bagulho novo. Tipo, eu já rimei num estilo de beat… agora, por exemplo, no EP, tem um pouco de Detroit. Eu nunca tinha feito. E talvez no próximo vai ser outra parada. Eu quero me desafiar pra ver até onde eu consigo chegar. Mas sem essa parada de querer superar o último disco. É na real o objetivo de continuar a história mesmo, pegou a visão?

Você se cobra muito?

Pô, pra caralho, pra caralho. Eu sou o que mais me cobra, mano. Fico sem dormir, e eu quero que tudo dê certo. Por isso, eu meto a mão em tudo: na direção criativa do vídeo, no marketing, em tudo. Eu quero que esteja alinhado. E aí, porra, o sono do homem fica complicadão, vai embora. Mas é porque eu gosto de fazer esse mergulho e quero ver a parada com qualidade. É o meu bagulho, minha carreira, então eu quero que tudo fique bem amarrado.

Mas você é daqueles que faz a música, ouve ela várias vezes, muda uma coisa, muda outra, chega uma hora que fala assim: vamos soltar isso aqui e desapegar?

O EP foi isso aí. Tipo, cara, vamos soltar. Já deu, já deu já. Jogar isso para a rua senão ia ficar até 2026. Eu sou chato, fico em cima mesmo porque gosto de ver tudo certinho. Nós fizemos uma exposição (do EP) lá também. Eu fiquei perturbando os caras, pedindo pra me mandarem o que estava acontecendo. Quero que tudo dê certo e pras paradas fluir tenho que meter a mão pra ser da forma que eu quero. O EP tinha que soltar porque não dava mais pra ficar ouvindo essas músicas aqui. Elas, de certa forma, pra mim, já estavam velhas. Já tão pronta a tanto tempo que já tem outras agora e assim vai. Quando sai, a gente já tá cansado de escutar. (risadas)

 

“A GENTE PRECISA O TEMPO TODO TÁ SE PROVANDO E MOSTRANDO QUE NÃO TÁ NO LUGAR ERRADO. E NO MEU CASO, A ARTE E A MÚSICA FORAM MEU ÁLIBI, A MINHA FORMA DE MOSTRAR QUE EU NÃO TAVA NO LOCAL DO CRIME”.

 

Foto: Gabriel Mota e diretortales

 

E como é o seu processo criativo, tanto para compor quanto para desenvolver os outros processos de produção e videoclipe?

Pra compor, geralmente os produtores mandam o beat pra mim no WhatsApp, e às vezes eu tô aqui de marola, vou e escrevo um rap. Ou então a gente vai pro estúdio. Eu tenho uma pasta de sample no Spotify com mais de, sei lá, mais de mil músicas que eu fico juntando. Às vezes eu vou pro estúdio e chego com uma ideia pro moleque. Tipo, “Mulher Brasileira” nós fizemos isso. Eu cheguei com o sample lá e antes do Blanco chegar no estúdio nós desenvolvemos o beat. Em “Eu Ainda Tenho Coração” também.. alguma música eu vou pro sample, outra os moleque mandam o beat. Quando bate eu escrevo. E aí no visual eu costumo anotar alguns bagulhos, como referência…e depois os moleque vem somando. Agora eu fiz com o diretortales e com o Gabriel Mota. E pô, os moleque é muito foda também, né, viado. Aí os caras engrandecem o bagulho que eu tava pensando e leva mais além ainda. Mas eu geralmente vou anotando o eu quero passar, algumas ideias, algumas referências que eu quero fazer, quero trazer. E aí essa rapaziada do visual vem acrescentando no bagulho, deixando maior ainda.

Você falou do Blanco, como aconteceu essa conexão? Ele fala algumas palavras em português ali também…você que ensinou pra ele?

Não, ele é da Inglaterra, mas acho que ele tem família ou nacionalidade angolana. Foi o El Lif que fez a ponte. Ele veio pro Brasil, aí piou lá na Rock (Danger) e fizemos uma sessão. Apresentei o Whisky Red Bull pro amigo, jogamos uma sinuca, fizemos uma música… ele foi embora, depois voltou e fizemos “Mulher Brasileira”. Porra, o moleque é muito brabo também e eu já era fã do trabalho dele pra caralho. E hoje em dia, porra, é um amigo, fechamento, troco umas ideia. E ele tirou a onda. Gravou aqui no Brasil, mas esses versos que ele fez em português foi ideia dele, que queria lapidar. Foi lá, lapidou os versos e colocou essas frases em português, que ficou foda. E temos mais algumas pra sair ainda

Mas vai vir no álbum que virá ou vai soltar como single?

Tem uma lá que a gente gravou com o El Lif e eu tô com uma aqui que eu vou escrever ainda, mano, que é beat do Sangó, tá ligado? Ele fez uma coisa aqui muito foda e me mandaram.

E a participação da Luanna… vocês escreveram juntos ou cada um desenrolou sua parte?

Eu fiz esse som e pensei logo nela, de cara. Porque eu já tava afim de fazer uma música com ela há muito tempo. Ela também, a mesma coisa. E aí, porra, eu joguei o sample do Sabota (Sabotage) ali, né mano? Eu falei: tem que ser alguém de São Paulo. Ela veio logo na mente. Eu curto muito o estilo dela de rimar. Quando me voltou com o verso eu fiquei maluco, mano, aqui dentro de casa, tipo: caralho, que porra é essa? Muito foda. E aí, deu nisso. Eu curti pra caralho e ela rima muito… amassou, me botou no bolso e fiquei feliz com isso.

 

Foto: Gabriel Mota e diretortales

 

A gente que é preto tá ligado que tem que ter sempre um álibi pra não ser confundido, mas qual é a sua visão pra colocar esse título e direcionar?

Na real é a introdução de algo maior… mas faz parte também dessa narrativa nossa. Que nós precisamos estar sempre com a prova de que tá no lugar certo. Que não tá envolvido nas paradas erradas. A gente precisa o tempo todo tá se provando e mostrando que não tá no lugar errado. E no meu caso, a arte e a música foram meu álibi, a minha forma de mostrar que eu não tava no local do crime.

Suas letras refletem a realidade da periferia, das pessoas pretas… no momento de criação, essas letras vêm de inspirações do cotidiano, de vivências, observações… como que surgem as suas letras?

É o nosso cotidiano mesmo. Um pouco do que eu já vivi, um pouco de histórias que eu ouvi dos mais velhos também, tá ligado? E é isso, desde moleque eu sempre fui muito observador e com a sensibilidade elevada. Então, eu sempre tive empatia com a vida do outro e com os problemas do outro. Isso acrescentou na minha composição. Tem muita coisa que eu vivi, muita coisa que eu vi, muita coisa que eu ouvi. E aí na hora de compor a gente vai juntando tudo isso numa parada só.

E hoje com as várias caixas que as plataformas colocam, na verdade sempre existiram as prateleiras… e no rap não é diferente porque tem vários sub-gêneros. Se encaixa em algum deles?

Pô mano, acho que eu me encaixo em prateleira nenhuma, na real. Eu sou do rap, o rap mudou minha vida. Mas faço música. E eu quero cada vez mais experimentar. Não sei o que eu vou estar fazendo daqui há dez anos. Então, eu tento não me prender a nada e não me limitar. Geralmente a galera me reconhece no drill, que foi como eu estourei, e também com o grime. Mas eu faço isso também. Não sou apenas isso. Eu não sou só boom bap, eu sou da música em geral e eu quero fazer um bagulho novo sempre. Daqui há um tempo eu posso fazer um samba. Tenho interesse agora, por exemplo, de já vim com jazz. Eu não tento me colocar em caixa nenhuma, mano. Só faço minha música mesmo, minha parada.

Você quer trazer umas paradas mais orgânicas ali, banda e tudo mais… por que nesse momento?

Porque eu acho que é o passo seguinte da minha evolução. Os últimos discos tem bastante beat ali, já fechado, já sampleado, e aí… fluiu bem, foi maneiro, a galera gostou e eu acho que agora esse é o próximo passo mesmo de acrescentar mais ainda na minha sonoridade. Eu acho que ainda tenho uns pontos pra evoluir musicalmente. Em questão de lírica, em questão de composição, tô bem evoluído assim, já aprendi bastante coisa, e claro que ainda tem muito pra aprender, mas acho que essa parada da musicalidade eu acho que dá pra explorar bem mais.

 

Foto: Gabriel Mota e diretortales

 

Teria algum artista ou disco que você tenha se inspirado para seguir nesse caminho?

Ih, tem várias aqui. Mas de rap, mano, de rap não… Não sei, é porque é muita coisa. Tipo, eu tenho ouvido muito João Gilberto. E tenho viajado nesses bagulho com violão. Eu gosto muito também de instrumentos de sopro. Aí, eu quero trazer mais essas paradas, tipo fazer um show com banda. Eu tenho marolado muito no jazz. Então eu quero fazer isso, vim com os instrumentos fortes. Acho que no próximo disco não vai ser tudo assim porque acho que tem que ter um grave também.

O lance é que o rap consegue conversar com todos os outros gêneros musicais, né!? Então dá para você colocar tudo ali, dentro do rap e levar isso para o ao vivo também é uma outra experiência…

… eu quero ver essa experiência ainda… eu tô com essa apreensão de como vai ser. Imagina um Circo Voador… eu já consigo imaginar como é que vai bater. Porque é muito foda, né, viado!? Esse ano fui em bastante show e um deles foi do Azymuth com Marcos Valle e Hyldon, tá ligado!?

Foda, foda!!

É uma aula de instrumental… eu fui num show do Ed Motta também, porra, é outra aula. Aí tu fica: caralho, mano, minha música não é nada (risadas). Eu tenho muito pra aprender ainda, mano, porque o nível musical desses caras é muito foda.

Estar nesses shows é uma forma de aprender e de pegar referências. Muitos MC’s, rappers e produtores de rap pecam por não beberem dessas fontes, de não experimentar outros gêneros, outros estilos para expandir a sua forma de arte também. Porque presenciar esses artistas é uma forma de absorver e desenvolver outras possibilidades para sua música.

Amplia, né!?

Mas ainda existe um certo preconceito, até de tocar rap com banda. Mas é uma forma de levar a música para outro patamar.

Exato. O próprio Boogie Naipe, do Mano Brown. É muito foda… e eu acho que eu já amassei as batidas pra caralho. Agora é hora de buscar o novo. Buscar algo diferente sempre.

Os Racionais MC’s fizeram isso muito bem no álbum de 30 anos aliando a banda com DJ. E o próprio Boogie Naipe muita gente não entendeu as ideias até hoje…

Ao vivo é outro bagulho, né!? A gente foi ver o último show do Planet (Hemp), viado, na Fundição (Progresso). Porra, brincadeira, mano. O Daniel Ganjaman vai no teclado, no baixo, na guitarra, tipo assim. E o bagulho… pegando fogo. Traz mais emoção ainda. Eu fiz uma participação no show de jazz de um amigo aqui no Rio, tá ligado!? Eu fiz uma versão ali de “Medo de Quase Nada” no jazz que ficou foda também, Eu postei e a galera curtiu. Eu tô nessa visão aí de chamar a galera pra gravar. O foda é que é um pouco caro, né? Mas vale a pena. É investimento.

Já tem alguma coisa pronta desse novo álbum?

Já tem algumas prontas, mas ainda falta bastante coisa. Agora vou tirar umas férias, parar de pensar um pouco em música e limpar a mente. Tem uma com o Deekapz muito braba.

Os caras são foda…

Porra, essa tá mó musicão, viado, na moral, mano!? Agora vou tirar o tempo, para de pensar em música um pouco também… pô, mas o CHF, eu lancei o EP aí… deu meia noite e eu falei: pô, o menor vai mandar uma mensagem dando parabéns pelo projeto. Porra nenhuma, deu meia noite o cara já mandou um pack de beat. (risadas). Meia noite, mano, o cara mandando beat.

Não deixa a mente em paz.

Pô, não deixa o cara nem respirar. Mas agora vou marcar esse 10 e encontrar esses caminhos aí.

Mas tem uma previsão pra lançar?

Talvez em 2026, mas sem pressa também. Eu quero soltar uns singles, uns clipes, porque tem um tempo que eu não faço isso. Se não sair neste ano que vai entrar agora, com certeza vai sair no próximo.

O que você tem ouvido de música no geral, além do que você já falou, João Gilberto…

Tô ouvindo o novo do Conway The Machine, “You Can’t Kill God With Bullets”, tá bolado… eu tô viciado também em “Lonely At The Top” (e talvez nesse ano foi o que mais ouvi), do Joey Badass. Mas aí, tenho ouvido também Azymuth, Cassiano… eu ouço bastante coisa. Mas agora eu tô nessa onda de música instrumental. É muito bom pra limpar a mente. Um pouco de droga, um pouco de salada.

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