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Na sintonia da Deekapz FM

Em seu primeiro álbum, dupla de DJs e produtores se inspira nas rádios FM
Foto: Bruna Sussekind

Antes da internet, Soundcloud, Youtube e streamings, o rádio era uma das principais fontes para descobertas musicais. As FMs dominavam a atenção. Ainda mais para quem morava no interior de São Paulo, porque quase ninguém conseguia sintonizar a MTV para ficar por dentro das novidades. Foi através das ondas sonoras que o rap nacional chegou aos ouvidos de quem estava distante das capitais. As comunitárias, piratas e a 105 FM foram as principais responsáveis por esse acesso entre os anos 1990 e 2010.

Passadas algumas décadas, os produtores e DJs Paulo e Matheus fazem um resgate desse período com o “Deekapz FM”. O principal objetivo deles era fazer um álbum que tivesse afetividade e se conectasse com as memórias da infância, família e, claro, a essência musical deles.

“Teve um tempo, principalmente na adolescência, que eu fiquei muito ligado no rádio”, revela Matheus. “É importante permanecer e trazer essa brisa que era o espírito de comunhão, tipo: tem esse lance do locutor que troca ideia com o ouvinte, traz a notícia, humor, as novidades da semana e as músicas para as pessoas que estão ali no corre do cotidiano. Tem o lance da onda sonora, da transmissão do sinal, que é algo que chega pra todo mundo em qualquer lugar, onde quer que for”.

 

Foto: Bruna Sussekind

 

É pensando nesse alcance sem barreiras que o conceito foi desenvolvido ao longo de 3 anos. “O processo criativo começou ali no segundo semestre de 2022”, diz Paulo. “Depois fomos levantando os nomes de possíveis artistas que estariam dispostos e disponíveis também”. Por isso, a produção sempre estava acompanhada de expectativa em relação a recepção e aceitação do que estavam fazendo. “A gente ficou uns seis meses no (estúdio) Caverna em 2023 imersos nesse projeto. Criamos uma rotina pra literalmente ficar sintonizados, ser mais assertivos e encurtar esse tempo. Querendo ou não, fazer um trampo nessa perspectiva onde somos produtores demanda muito tempo se a gente quer intérpretes na obra”. O que para maioria parece ser muito tempo, eles afirmam ter sido até curto pela complexidade do trabalho. Isso engloba estruturar e achar o feeling, editar e entender quem interpretaria cada um dos temas.

Essa busca de nomes pode até parecer fácil, porém tem seu grau de dificuldade para fazer com que as diferentes características se conectem. “Um exemplo foi a com o Criolo (“Onde Anda O Meu Amor”). A primeira versão era um boom bap, mas no meio do processo acabou virando um drum bass”, observa Matheus, revelando que o cantor e rapper foi quem semeou a ideia de chamar o DJ Marky. “Ele ouviu e curtiu. Aí, do drum bass que a gente fez, já virou outro bagulho”. A dupla concorda que ter essas mudanças ao longo do desenvolvimento é um dos maiores aprendizados. Isso ficava ainda mais interessante quando aconteciam sessões de estúdio. “A gente chegou a criar no com o NiLL e com a Gab (Ferreira). Essas diárias que a gente teve de iniciar do zero foi bem bacana, porque todo mundo ficou ali junto dando ideia e aprendendo”.

A escolha de quem iria participar não teve uma métrica específica. A trajetória do que já vinham fazendo serviu como ponto de partida. Mas o foco estava nas referências que resgatam a memória e os sentimentos de afetividade do lugar onde cresceram.

 

“NÓS SOMOS BONS, E VAMOS OCUPAR OS ESPAÇOS”

 

Foto: Bruna Sussekind

 

“Um exemplo, o próprio Marky e a Fat Family são artistas que a gente escutava na nossa quebrada na 019 (Campinas e Hortolândia), pensando: imagina que louco fazer um som com esse cara, imagina fazer um som com essas meninas que foda seria?”, lembra Paulo. “Então, eu acho que tem esse fator também que, sem querer querendo, são pessoas que flertam muito com a nossa sonoridade, flertam muito com a nossa identidade e, de certa forma, diretamente ou indiretamente nos influenciaram, tá ligado? Seja ouvindo pela rádio ou até mesmo de uma outra forma. Mas foi muito desse jeito que a gente mirou os feats”.

Por estarem direcionando, o que geralmente não acontece quando produzem para terceiros, Paulo brinca que botou “os caras para trabalhar”. É uma forma de mostrar a importância do produtor e a necessidade de criar um espaço confortável para que os convidados desempenhem suas funções. Neste caso, precisam identificar qual tipo de beat se encaixa e o melhor momento para fazer as captações das vozes. “O disco é nosso, mas o produtor precisa ter a expertise para saber as limitações de cada artista e absorver o melhor dele”. O mesmo acontece na conexão de Paulo e Matheus, duas pessoas com visões, ideias e referências diferentes. Neste caso, eles dizem ter licença poética para dar pitaco e mexer no que acharem necessário.

“O Deekapz nasceu de uma experimentação de dois caras que realmente cederam e falaram: vamos fazer um projeto e depositar tudo nessa parada”, lembra Paulo. “Quando eu falei que a gente botou os caras para trabalhar, é porque ficamos numa posição muito mais confortável, tendo esse mérito, esse voto de confiança e credibilidade, você entende? Tipo assim, é muito foda saber que durante esses 11 anos os artistas que trabalharam com a gente nesse disco ou até mesmo os que chamam a gente pra estar no elenco do trabalho deles têm essa confiança, sabe?Não só na parte técnica, mas na questão de assinatura musical, na questão da identidade mesmo”.

DIFICULDADES E SOLUÇÕES

Em mais de uma década de atividades, o Deekapz consolidou-se na produção musical. Os trabalhos autorais foram essenciais para que os dois assinassem músicas de outros artistas. A lista é grande, de BK a Criolo. Isso não quer dizer que tudo seja fácil ao longo dos processos de criação. A dúvida que paira é: qual a maior dificuldade, produzir os próprios sons ou daqueles que os contratam? Matheus diz que depende muito da ocasião.

“Às vezes vamos fazer algumas paradas pra gente e não sai tão fluido, entende? Acho que a gente não encontra muita dificuldade em trabalhar com os artistas nem para fazer as coisas pra gente. O que acaba sendo mais difícil é o bloqueio criativo. Quando chega é foda… mas não consigo visualizar uma dificuldade específica”.

Já Paulo acredita que o desafio maior ficou para quem fez parte do disco pela diversidade rítmica que ele possui – indo do drum bass ao funk, passando pelo rap e R&B.

“Teve muita onda ali que saiu da zona de conforto da maioria, sabe? Possivelmente não lançariam essa onda num trabalho autoral deles. Às vezes a gente fica preso numa receita… acertamos um reggaeton, aí tem que sair reggaeton, não pode mais fazer outra coisa. Então, foi bem interessante os artistas usarem nossa plataforma para poderem, de alguma forma, saírem da zona de conforto, para poderem estar disciplinando também os ouvintes deles mesmos, a fanbase que eles construíram, sabe?”

 

Foto: Bruna Sussekind

 

Seja nos sets ou nas músicas que fazem, os dois sempre carregam o elemento surpresa na manga. Possuem uma identidade, uma assinatura, mas dificilmente criam diferentes texturas. Seguem basicamente uma estrutura parecida com as rádios FM populares que conseguem reunir uma variedade de estilos na mesma programação. Porém, como os próprios disseram, a criatividade é bloqueada por fatores externos. A forma para desbloqueá-la também são inúmeras. Dar uma pausa, exercer o ócio e fazer são algumas estratégias usadas para abrir a mente.

Destes, o mais importante, segundo Mateus, é tentar criar. O exercício, mesmo que não vingue, ajuda a engrenagem rodar. Beber da criatividade dos outros pode ser um jeito de destravar por completo. Uma ideia pode influenciar o nascimento de várias outras.

 

“O DEEKAPZ NASCEU DE UMA EXPERIMENTAÇÃO DE DOIS CARAS QUE REALMENTE CEDERAM E FALARAM: VAMOS FAZER UM PROJETO E DEPOSITAR TUDO NESSA PARADA”.

 

“Quando eu tenho esse bloqueio criativo, fico tentando, buscando outros projetos antigos também, vendo referência, escutando outras músicas. É aquela coisa: observar a parada que alguém fez, que é genial e tentar fazer de uma outra forma. É tipo uma chave de fenda, mano. Tipo: ah, eu não sei que chave é essa aqui, eu preciso estudar pra identificar. Ah tá, é essa chave que eu giro esse parafuso aqui. Aí você vai testando”.

Foram essas experimentações e a autenticidade que permitiu que o Deekapz explorasse outros territórios, tornando-se alguns dos produtores mais requisitados no Brasil. Com BK, assinando a produção de “Só Quero Ver”, que tem a participação da Evinha, a dupla recebeu a primeira indicação ao Grammy Latino na categoria de “Melhor Interpretação de Língua Portuguesa””

“Graças à nossa capacidade, à nossa competência, e a credibilidade que conquistamos, eu sinto que temos uma liberdade e um respeito com os artistas que trabalhamos”, ressalta Paulo. Tipo, no caso do BK, recebemos os samples que ele queria usar e a gente fez com a nossa cara, tá ligado? Em nenhum momento teve um recall, sabe, não teve observações, não teve pitaco para alterar. Então, eu acho que isso é bem legal pra gente saber que tem esse voto de confiança em que podemos simplesmente ter a liberdade de usar e de programar da forma que a gente quer. Nós somos bons, e vamos ocupar os espaços”.

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