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A elegância e o fervor de Luedji Luna na abertura da turnê “UMPCU,AQATA”

Longe de seguir as regras do mercado, ela faz sua arte fluir do jeito que tem ser.
Foto: @guto.01

É interessante acompanhar a evolução de Luedji Luna nos palcos. Um dos primeiros shows que vi dela, no MITA (2022), não brilhou os olhos. O público também não me pareceu estimulado pela forma introspectiva e densa da apresentação, não adequada para um festival. Os anos passaram. Aquela visão ficou no passado. A Luedji de “Banho de Folhas” também ficou no passado. Agora, e cada vez mais, ela domina aquele espaço com primor, brilho e desenvoltura.

O frio da noite de sexta-feira, 15, em São Paulo não afugentou as pessoas que estavam na disposição de ver a abertura da turnê “Um Mar Pra Cada Um, Antes Que a Terra Acabe” no Espaço Unimed. Muito bem vestidos para ocasião, os 4 mil fãs e entusiastas estavam na expectativa para saber qual seria a dinâmica, considerando os direcionamentos distintos de cada um dos projetos.

Sem tanta surpresa, o free jazz de “Gênesis” abre como um anúncio para que as atenções se voltassem ao ponto focal do ambiente, que já estava tomado. Uma espécie de cortina transparente serviu de tela para projeções abstratas, como o da capa de UMPCU, elementos do mar da natureza, vulcões em erupção, céu estrelado, sol, animais marinhos “exóticos” e ondas quebrando.

 

Foto: Marcos oliveira / Espaço Unimed

 

Essas imagens, de certa forma, se relacionavam com as canções executadas. Era como se Luedji fizesse parte daquele ecossistema criado pelos efeitos e a iluminação. Ela gesticula, como se fosse um MC rimando com paixão, rege, dança, cansa, brinca, para, sorri, se movimenta, cativa com sua elegância.

Pelo fluxo muito bem desenhado não ficou perceptível que existia uma divisão em 5 atos (de acordo com o setlist), cada qual com um direcionamento específico (neo soul, r&b, Brasil, Amapiano, afrobeat, jazz, rap). Isso foi essencial para dar coesão à proposta. De forma sutil mudaram os arranjos e o andamento de algumas canções para que todas seguissem uma linha narrativa. Mesmo nos momentos ponderados, mais reflexivos, a monotonia não teve vazão. Para manter o nível, Luna estava muito bem acompanhada de Jhow Produz, na bateria e direção musical, do baixo de Weslei Rodrigo, Gabriel Gaiardo nos teclados e sintetizadores, percussão de Rudson Daniel, saxofone de Jefferson Rodrigues e do trompete de Sidmar Vieira. Nos vocais, o apoio veio das backing vocals Edyelle Brandão, Flávia Mello e Gabrielle Ferreira.

Antes mesmo do espetáculo começar, uma das grandes especulações era quem ia ser a pessoa convidada. O segredo se manteve até Liniker ser convidada para cantar “Harém”. Quem estava disperso logo correu para acompanhar o dueto. A empolgação e o número de celulares com as câmeras acionadas aumentou consideravelmente. Essa aclamação não só evidenciou a importância dela para a música brasileira contemporânea. Também reafirmou sua posição de artista pop nacional. Na sequência cantaram “Iôiô” e ao final ambas dançaram um samba rock. A emoção veio em seguida quando Liniker se declarou para Luedji, olhando no olho uma da outra.

 

Foto: @guto.01

 

“Eu sou muito grata por você abrir vários caminhos para mim na vida, na energia, no olho que me vê, na voz que me dá conselho, no ouvido que escuta a boca do vento quando a boca do vento precisa falar”.

No segundo ato, Tali marcou presença em “Salty” e “Fim de Tarde”. Já em “Apocalipse”, existia uma esperança de Seu Jorge aparecer. O que não aconteceu. Alertando que a terra estava próxima do fim, assim como o show, Lueji interpretou sozinha “Apocalipse” com o mesmo fervor do início. Quando terminou, deu uma rápida saída para voltar e fazer o bis. Foi para frente da cortina, cantou “Smooth Operator”, da Sade, e fechou com “Banho de Folhas”abraçada com os e as que estavam na grade.

Essa turnê já tem lugar naquela lista de shows para ver antes que a terra acabe. É apenas o começo de uma série que vai cativar o Brasil e, provavelmente, o mundo. Mais surpresas podem vir. Mas como a primeira impressão é a que fica, o nível desse concerto vai guiar as demais. Luedji Luna tem evoluído constantemente, seja nos registros em estúdio ou ao vivo. Longe de seguir as regras do mercado, ela faz sua arte fluir do jeito que tem ser. Assim, consegue chegar às pessoas com verdade, beleza e autenticidade.

 

Foto: @guto.01
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