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Opinião // A bagunçada organização do CENA e a irresponsabilidade dos “false trappers”

Cenas lamentáveis
Reprodução: Neo Química Arena / Foto: Luiz Araújo

Mais uma vez o CENA proporcionou cenas lamentáveis. Isso, infelizmente, não é algo inédito. Desde a sua edição 1, em 2019, o autodenominado maior festival de trap do país tem sido uma fonte de problemas. Até hoje aguardo repostas sobre o credenciamento de imprensa que nunca chegou, apesar das promessas. Na ocasião, os problemas ficaram nos bastidores. Mas como era uma estreia, tudo poderia ser ajustado nas edições seguintes. Não aconteceu. Sempre teve algo de problemático se desenrolando para tirar a brisa de quem pagou e os que foram para trabalhar.

Depois de cancelarem em 2024, a expectativa foi jogada para 2025. O line-up até chamou atenção, tendo Young Thug, A$AP Ferg e Skepta como headliners. Foi só o festival começar para as decepções chegarem juntas. Thug, Ferg, Lil Gotti, Oodaredevil e Zukenee cancelaram suas participações “devido a uma série de fatores internos e externos” [de acordo com nota do festival]. Fora isso, uma série de problemas técnicos, microfones desligados, cancelamentos de última hora, cachês não pagos [ou com ofertas abaixo do convencional] e a falta de alimentação digna para artistas nos camarins foram pequenos detalhes do que viria acontecer. Tudo foi compartilhado pelos próprios no X e Instagram. Ryu, The Runner disse ter perdido os 40 mil reais que investiu na sua performance. Depois, correu para fazer uma diss de qualidade duvidosa.

Com os cancelamentos dos cabeça, a esperança estava no Skepta. Todos aguardavam o londrino, e ele estava na “ansiedade” para trocar a energia com os brasileiros. Porém, o que já não estava legal, piorou. Na noite de sábado, uma confusão entre Major RD e sua equipe com os seguranças do CENA jogou ainda mais água no chopp da festa que já estava aguadao. Uma bomba foi lançada pelo time do rapper. Isso danificou o espaço interno da Neo Química Arena, do Corinthians, que cedeu seu estacionamento para o evento, e deixou algumas pessoas feridas.

“Era a brecha que o sistema queria” para que o terceiro dia do festival fosse cancelado. Também houve uma outro possível problema de desrespeito por parte de Kyan ao usar a camisa do Santos dentro das dependências do time rival. A vestimenta de qualquer clube era uma das proibições para o público, que automaticamente se extende aos artistas. E sendo o rapper com uma vivencia de estádio, ele sabe que existem linhas que não podem ser atravessadas.

Nenhuma dessas questões foram consideradas como pontos focais para o cancelamento. A administração da Arena disse que foi por causa de vistoria da Polícia Militar. Dessa forma, a apresentação de Skepta foi adiada. O jeito, para quem estava na disposicão – e algumas moedas – foi ver ele discotecar na Soho House, um lugar não tão popular para os ouintes dele [apesar de ser visitado pelos gringos].

Independente de qual o motivo, a verdade é que faltou responsabilidade dos organizadores e maturidade de ambos MC’s. Não que todos tenham o mesmo peso. Os primeiros estão no comando, e fizeram a organizaçãi de qualquer jeito. O mesmo aconteceu com o Rep Festival, e nada foi aprendido com o ocorrido. Os dois possuem uma mistura de Fyre Festival com Woodstock 1999. O descompromisso com o rap, transformou o sonho de muitos em viagem. Teve gente que saiu de outros estados para ver o trapper favorito. E trappers em início de carreira viram a oportunidade escorrer pelos dedos. Uma brincadeira de mal gosto de quem tem dinheiro e sabe que pode sair mais uma vez ileso, como aconteceu das outras vezes. E sim, teve quem os defendeu, mesmo sendo indefensáveis. Abraçaram o rap pelo negócio. Nada mais. Não possuem vivencia e mesmo se tivessem, a problemática seria a mesma.

Para amenizar a situação, Matuê, Veigh e seus pares se juntaram para dar uma opção para quem ficou com ingresso na mão. Fizeram shows com vários artistas do line em diferentes lugares de São Paulo e Grande São Paulo. A solução emergencial mostra que é possível uma união para quem é “real trap” toque seus próprios festivais. O mesmo já acontece no Rio de Janeiro com o BK no toque do “Gigantes” e a Mainstreet fazendo o seu; e em Fortaleza tem o Plantão, do Matuê; o Terra do Rap, no RJ também, organizado pelo Vinícius Terra . O extinto Festival Batuque, que era realizado em Santo André, talvez seja o maior exemplo de resiliência e respeito com o rap. O mesmo acontece com o Rap In Cena no Rio Grande do Sul e o Sons da Rua, em SP. É possível e financeiramente viável. Mas para que funcione tem que ter comprometimento. Se não for assim, o hip hop brasileiro continuará nesse lugar de desorganização. Como diz Sabotage: “O rap é compromisso não é viagem, se pá fica esquisito”.

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