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É QUENTE: Drik Barbosa, Torya, Marina Peralta e Yago Oproprio, PRESSÃO, Barona, Babidi & +

Algoritmo humano.
Drik Barbosa | Foto: Lana Pinho

A gente demora, mas quando atualizamos a É QUENTE só chegamos com as que são quentes de verdade. A seleção é minuciosa. Ouvimos tudo. O algoritmo é humano. Por isso, escolhemos Drik Barbosa, Torya, Marina Peralta & Yago Oproprio, PRESSÃO, Barona, Babidi, Jota Ghetto, KBrum, Hélio Bentes, Gil Daltro & Goribeatzz e Gio. Dá o play, atualize sua playlist e aproveite a viagem.

Drik barbosa – Encontro e Recomeço

É muito bom ver o retorno da Drik Barbosa. Sendo sincero, o rap dela faz muita falta. Porém, o tempo passa. As pessoas evoluem. Drik se encontrou para recomeçar. Isso é o que expõe nos singles “Encontro” e “Recomeço”, que dão uma visão de como será o EP “Lótus”, previsto para 17/09. Ambos refletem esse redirecionamento da cantora depois de um tempo em hiato. Trazem boas reflexões sobre a vida, escolhas e possibilidades. Ela voltou daquele jeito.


Torya – Serpentes

Para quem não conhece a Torya, deveria urgentemente. Ela tem caneta afiada e flow que coloca muitos rappers no bolso da sua bolsa. Se duvida, “Serpentes” resolve a questão.  Usando a história bíblica de Eva e o fruto proibido, ela reflete as batalhas que tem enfrentado, as dificuldades enquanto artista e mulher, e a necessidade de estar sempre atenta para não se perder e cair nas tentações. Rap de adulto.


Marina Peralta e Yago Oproprio – NO PASA NADA

Passeando lentamente entre o português e o espanhol, e fundindo elementos da música latina com o rap,   Marina Peralta se une a Yago Oproprio em “No Pasa Nada”. O ritmo é gostoso para dançar abraçadinho. A composição segue o mesmo caminho, abordando o amor, desejo, identidade, revolução, política. Tem aquela sensualidade apimentada que agrada o corpo e os ouvidos.


PRESSÃO – De Raça

Assim que você clica o play, a reação é imediata: ca****! O nome do duo formado pelo cuiabano FX O Gênio e o carioca Ramaciote já passa a visão do que se pode esperar. Na extremamente dançante “De Raça”, eles bebem da fonte do Drum n’ Bass, Miami Bass, House e Funk. Já deu aquela expectativa do que se pode esperar da mixtape deles. 


Barona – Meus Erros de Novo

Não é mais segredo para ninguém que a mulheres esta revolucionando o rap nacional. Uma delas é Barona. Em “Meus Erros de Novo”, ela pega influência de animes e da cultura geek para tratar de relacionamentos, vivências, amores, acertos, erros, escolhas e desilusões. É um álbum maduro que pode impulsionar ainda mais o seu trabalho e gerar identificação em mulheres da sua geração.


Babidi – Tape do Azulão

Qualquer coisa do Babidi merece atenção. As produções dele tem aquela sujeira necessária para dar vida ao rap marginal. “Tape do Azulão” segue a mesma premissa. Mas ele não estaciona no boom bap. Existe uma multiplicidade que gera a textura característica dos sons desenvolvidos por ele. Nessa tape, ele também nos apresenta alguns MC’s do “submundo” com suas ideias intensas: Claudjin, Servo, Janvi, Samuka, Eli-Z, Yung Vegan, Athos, Rafinha No Beat, Rare Gnxt, Barba Negra, Lis MC, Conde e Seu Gerê — seu pai.


Jota Ghetto – Modo Ruestre

Só quem está nas ruas, conhece as ruas. Esse é o mote de “Modo Rupestre” do Jota Ghetto. “Ruestre” surge da apropriação de “silvestre” para batizar o ser moldado na rua: o animal urbano que sobrevive, cria laços e vê beleza no ambiente reto e caótico. Impossível ouvir esta apenas uma vez. Quem vive intensamente a cidade, vai se identificar. Jota também faz uma homenagem a Alberto Braga de Souza, o Mano Pelé, amigo e referência conhecida no Rap de SP.


KBrum – Deus Me Livre

Fato: KBrum nunca se limita. “Deus me Livre”é mais um exemplo disso. Nessa, ele desenrola em cima de um ragga para criticar os invejosos e os falsos. Mas também para falar dos problemas cotidianos e da sua fé. Para quem quiser afastar os maus, esse som pode servir de mantra. 


Hélio Bentes – Orin 

O reggae que consagrou Hélio Bente no Ponto de Equilíbrio ficou um pouco de lado. Ele não abandona totalmente, apenas. A intenção dele com Orin é experimentar texturas que se aproximam do ritmo jamaicano. Mas ele não abandona totalmente. Faz algumas viagens que expandem as fronteiras sonoras. Apesar da introspecção, traz boas ondas para meter dança. 


Gil Daltro & Goribeatzz – Grana Move Tudo ao Meu Redor

Nesta aqui, Gil Daltro e Goribeatzz fazem um rap cru para falarem do capitalismo tardio, meritocracia de aparências e ao esvaziamento das relações humanas na era da informação. Um tema que permeia nossas vidas, mas que pouco paramos para pensar, analisar e até mesmo falar sobre. Muito necessário.


Gio – De Jet Na Minha City

A Gio merece uma atenção. De Campinas, ela tem feito um trabalho consistente, mesmo que em grandes intervalos. Sempre que apresenta algo, não decepciona. “De Jet Na Minha City” é leve, tranquila. Um tipo para fazer uma viagem relaxada, seja ela qual for.   

 

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