Unleash the thrill of playing online pokies at the premier au casino online and experience pure excitement.

Kaliteli ve kazançlı oyun deneyimi sunan Casino Siteleri ile büyük ödüller kazanabilirsiniz.

Виртуальное казино авиатор приглашает вас на захватывающее путешествие в мир азарта и удачи.

Откройте для себя уникальное gamma casino и дайте волю своим азартным желаниям.

Начните свое азартное путешествие с Вавада казино и получите возможность выиграть крупные призы.

Доступ к сайту вавада зеркало дарит вам возможность наслаждаться игрой в любое время.

Opinião // Pode até parecer, mas o rap nacional não é um jogo

Os fãs de rappers acreditam que seja.
Foto: João Victor Medeiros

O rap não é um jogo onde todos competem para decidir quem é o melhor. Obviamente tem disputas. Normal. A diss faz parte da cultura. As batalhas de rimas também. Mas em ambos os casos é necessário ter o mínimo de bagagem, repertório, vivência, desenvoltura. Mas é engraçado que para defender o seu MC favorito, algum fã médio de rappers, não de rap, vão ao X [Twitter] criar teorias para tentar descredibilizar aquilo que não apetece aos seus ouvidos. A partir de um tweet em que a pessoa desdenha a discografia do BK’ apresentada por seu ex-ficante, desencadeou uma série de outros que tenta elencar qual rapper da geração dele [ou pós Brown, como dizem] tem a melhor caneta, flow, técnica,  é o mais intelectual e que lugar está na prateleira.

 

Um dos comentários diz que “pós Brown, poucos estão na prateleira de Don L, Emicida, OGI e outros. Esses estão em uma prateleira completamente diferente. Você ouve Don L, é uma aula de lírica, técnica, flow. É outro jogo, outro nível”. Impossível fazer esse tipo de comparação. Cada um tem característica única, que dificilmente será copiada por alguém. Não existirá outro “Sulicídio”. Muito menos um Sabotage, Costa a Costa, Thaíde e Dj Hum. Também não se pode limitar as letras dos Racionais ao Mano Brown. Esse é um erro. Não tem como ignorar Edi Rock. Da mesma forma que não tem como ficar indiferente com todos e todas que ajdaram a disseminar e sedimentar o rap nacional, que nos anos 90 e 200 era a trilha sonora de quem morava na periferia. Salvou [e continua] salvando vidas.

 

Nessa de supervalorizar os MC’s desta geração, existe um apagamento das mulheres. Na maioria que o nome delas vem à tona, através de posts viraisno X, nunca é em forma de elogio. A Ciça virou alvo porque criticou o auto-tune. Em 2018, Jay-Z decretou a morte do auto-tune em D.O.A. (Death of Auto-Tune). Deram razão porque estava voltando para as bases do boom bap. Porém, essa é apenas a ponta do iceberg. Talvez quem começou a ouvir [consumir, melhor dizendo] rap agora tenha como base o trap e os diversos covers de Travis Scotts, Don Tolivers, Future e 2chains. Quando se foge dessa receita, causa estranheza. Por isso existe a necessidade da valorização do quinto elemento do hip hop: o conhecimento. A falta dele tem gerado apenas consumidores que não entendem nem respeitam uma cultura de mais de 50 anos, sendo cerca de 46 deles no Brasil.

A falta de diálogo também contribuiu para esse emburrecimento. Antes, na rua, era necessário saber o que dizer para não passar vergonha e ser contestado. Hoje qualquer um diz o que bem entende, e uma multidão vai nas ideias. Alguns MC’s também não colaboram. O Kyan até teve razão quando disse no Podpah que os fãs de trap (gênero que o próprio faz parte) são “pessoas brancas e imbecis”. Mas não existe uma meia-culpa de que isso é reflexo do que eles fazem, cantam e compartilham. O lifestyle do real trap que tanto pregam. Nada é por acaso. Tudo isso ajuda a criar uma barreira para que o rap nacional se estruture e seja levado mais a sério por quem está de fora. É verdade que a indústria bebe da fonte, mas não respeita. O funk, mesmo com todas as perseguições, tem conseguido escalonar. Não só na indústria musical, como que tomou lugar do rap nas periferias. Representa mais. A estética e o som que toca alto no falante dos carros e os fluxos comprovam isso.

E aqui não tem separação entre underground e mainstream [se é que podemos considerar essa categoria aqui]. É sobre o gênero como um todo. Pelo talento, 2ZDinizz ganhou destaque. Fez um álbum incrível. Conquistou seu público. Mas por absolutamente nada, vira e mexe tem sofrido hate. O mesmo acontece com BK. Sem nenhum argumento estão dizendo que ele é um rapper aposentado desde “O Líder Em Movimento”. Mas assim, “Castelos & Ruínas” continua relevante passados 10 anos. E ainda será celebrado com um show no estádio, algo inédito até então. Crianças mimadas não entendem que obra é diferente de hit. A primeira é construída ao longo dos anos. Não se perde no tempo. O segundo pode sumir em poucos dias. Querem criar questões infundadas. Isso só mostra o quão desorientados estão os consumidores. Também concordo que na mesma velocidade que um hit estoura e some, essas conversas desaparecerão quando surgir um tema XYZ. Porém, impossível não falar. “O rap é compromisso não é viagem”.

Compartilhe
WhatsApp