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TOCA Sessions // Negra Li e Stefanie reafirmam o quão são essenciais para o rap nacional

Um espetáculo em que a música é o ativo principal.
Foto: Vitor Conceição

Antes das portas do Cine Joia abrirem, era possível ouvir Larinhx fazendo o sound check para iniciar os trabalhos da segunda edição do TOCA Sessions. As mudanças climáticas de São Paulo poderiam ser um motivo para ficar em casa. Mas não. Os amantes do rap nacional foram na vontade. A DJ e produtora, ao lado de DAMATTA, não deixou que o frio de fora viesse para dentro do ambiente intimista com arquitetura dos anos 1950.

Próximo às 21h, o DJ Negrito assumiu as pick-ups. As luzes baixam. Logo na sequência, Ieda Hills, com voz firme, mas com um toque suave, no estilo de uma cantora de gospel, faz a introdução de “Fugir Não Adianta” [“As vezes que fugi me senti só, e quando estive só me reencontrei”]. Depois de uma pausa, anuncia Stefanie que sobe a escada lateral com a garra de quem vai para o “jogo” mais importante da sua vida.

Elegante, ela se agiganta. Sem efeito, só com o grave da sua voz, a rapper faz todo o repertório de “BUNMI”, seu primeiro álbum solo. Emocionada, também celebra quem veio antes, como a própria Ieda. Porém, não apenas presta uma ode. Canta raps do Sistema Negro, e pede mais respeito com quem sedimentou o caminho.

 

Stefanie / Foto: Vitor Conceição

 

“Existe uma história, e essa história, eu vejo que em vários lugares não está sendo contada. Eu sempre vou falar isso, e quando tiverem a oportunidade de dar um salve para os manos e para as minas que curtem rap, falem: ó, vai dar uma pesquisada, vai dar uma estudada” observa. “Porque se não vai rolar um apagamenteo e isso não é justo com o Sistema Negro, não é justo com o Consciência Humana, com De Menos Crime, com DMN, tá ligado? Não é justo com a Dina Di. Vamos seguir, vamos curtir, vamos tirar uma onda, mas não vamos deixar de contar a história’.

O salve foi dado porque ainda existe uma síndrome de pioneirismo de alguns MC’s brasileiros recém-chegados. Isso faz com que o público também desvalorize aqueles e aquelas que vieram antes e, por diversos motivos, são desconhecidos pelas gerações atuais, apesar da importância na construção do hip hop BR. A própria Stefanie ressalta que “o rap não começou há cinco anos”.

Sempre posturada, mantendo as linhas rítmicas muito bem ajustadas, Stefanie não perde o foco e reforça a necessidade de estar em lugares de destaque.

Essa afirmação também serve para Negra Li, que após sete anos retorna com o disco “O Silêncio que Grita”. As músicas dele direcionaram a apresentação. Acompanhada por uma banda (bateria, baixo e teclado/sintetizador), DJ e três backing vocals, ela fez um show de rap [assim como Stefanie] que pouco se vê no circuito (considerado) “mainstream” — e dos grandes festivais. É política, sincera, otimista, firme, realista. Também faz tudo com a voz limpa, pujante, que não deixa que você pense em desviar a atenção para outro lugar.

 

Negra Li / Foto: Vitor Conceição

 

“A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco”, disse. “Todo mundo fala de saúde mental, de terapia, mas a gente sabe quem mais sofre. Por isso que eu fiz esse disco, é por isso que escrevo, é por isso que eu canto. Pra mim é importante fazer parte de uma comunidade, de um povo… de representar essas pessoas que precisam de nós”.

Por causa deste cansaço, ela decidiu fazer algo real, sem filtros. Canta uma bela acapella, o que evidencia ainda mais o seu timbre vocal, do samba “Canto das Três Raças”, imortalizada por Clara Nunes. Revisita o hit “Você Vai Estar na Minha”. Resgata “Brasilândia” e “Exército do Rap”, e leva geral à emoção ao cantar com as backing-vocals Elis, Dani e Gabi o clássico “Killing Me Softly with His Song”, conhecida pela interpretação de Lauryn Hill, no Fugees – e por Roberta Flack.

A união de Larinhx, Stefanie e Negra Li reafirmou o quão essencial são as mulheres no rap e trap nacional. Que esse reconhecimento, principalmente das pioneiras, não seja algo pontual. Elas têm muito a dizer através de um espetáculo em que a música é o ativo principal.

 

FOTOS

Backing vocals da Negra Li / Foto: Vitor Conceição

 

Ieda Hills e Stefanie / Foto: Vitor Conceição

 

Stefanie / Foto: Vitor Conceição

 

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