É difícil escolher apenas algumas das milhares de músicas que chegam todos os dias. Mas não tem como reunir tudo. Então, selecionamos KMILA CDD, Qualqpa, Adi Oasis & YOÙN, Os Fugitivos, Doug O, Duquesa,Orquestra Afro-Brasileira, LAN e RUAS MC, Pedro Emílio e Ricardo Móck com Du Efex.
KMILA CDD – Quebra-Cabeça
Inegavelmente, Kmila CDD é uma das grandes referências do rap BR. No álbum “Quebra-Cabeça”, ela reafirma isso. Em apenas 6 músicas, sendo 3 versões instrumentais, a rapper passa suas visões, sempre reforçando o poder das mulheres – independente da situação. Para fortalecer, Kmila chamou Cynthia Luz, DK-47, Tasha & Tracie, e Iza Sabino, que também assina a produção musical com Daniel Shadow. “Jogo Passageiro”, que tem a participação das gêmeas, é aquela que não tem como ouvir apenas uma vez. A conexão delas fez surgir um dos raps mais poderosos de 2025.
Qualqpa – Problema$, Nota$ e Crema$
A dupla Qualqpa, formada por Pneu e Def, de Campinas (SP), chegou chegando com o EP Problema$, Nota$ e Crema$. É mais uma entrega certeira da SujoGround, que (de acordo com seus intérpretes) reflete a dualidade dos MCs. A produção é assinada por Paulodk, do Deekapz, o qual imprime sua identidade densa e intensa para que Pneu e Def desenrolem suas ideias. Reflete a vivência dos dois nas ruas da terceira maior cidade do estado de São Paulo – conhecida por ser uma das mais gangstas do rap. Indo contra os padrões, eles chamam atenção. Precisam ser acompanhados de perto.
Adi oasis + YOÙN – Cheirinho
A multi-instrumentista, cantora e produtora Adi Oasis é quase uma brasileira. Depois de conquistar o público daqui com apresentações quentes, ela também está se unindo a artistas nacionais e até cantando em português. A primeira foi Luedji Luna, a qual fez parceria em xxx, e agora Adi se junta ao duo YOÙN na gostosinha “Cheirinho”. A canção, que bebe da fonte da bossa, foi composta no Rio de Janeiro durante a última turnê da artista pelo país. É uma celebração de um amor puro e sincero.
Os Fugitivos – Tanto Faz
Com um neo soul suave, o duo alagoano Os Fugitivos, formado pelos produtores e músicos Nayane Ferreira e Thiago Mata, se une ao Gabriel Tasco para fazer uma declaração de amor (não correspondido) com Tanto Faz. Esse é o resultado da pesquisa e experimentos que Nayane e Thiago tem feito para a produção do segundo álbum. Apesar de beber da fonte do R&B estadunidense, possui uma identidade que carrega elementos da musicalidade brasileira. Quem tiver medo de se declarar, essa música pode servir de porta-voz.
Doug O – Nós 2 No Erro Dnv Ft. RT Mallone
A voz de Doug O seduz. “Nós 2 No Erro Dnv” reflete muito bem isso. Ele expõe seus desejos, admiração e vontades. É reflexivo, direto e sincero. No complemento chega RT Mallone, que também abre o coração. Se ainda não conhece Doug O, deveria (imediatamente).
Duquesa – TÃOQUENTE e No Meu Club
Para mostrar o quão é versátil, Duquesa fez duas músicas em uma: “TÃOQUENTE” e “No Meu Club”. Na primeira, a cantora e rappers mostra sua persona romântica. O título dá uma sugestão do que se ouvirá. Tem leveza, sensualidade e o fervor da paixão. A segunda já faz o contraponto. Nessa, a intenção é fazer dançar e também reafirmar seus predicados. Depois desses versos ninguém vai ousar dizer nada que discorde dela.
Orquestra Afro-Brasileira – Amor in Sound, 80 anos (Remixes)
Apenas dois álbuns – Obaluayê (1957) e Orquestra Afro-Brasileira (1968) – foram suficientes para que a Orquestra Afro-Brasileira marcasse a história da música. Esse legado está sendo repassado para as gerações atuais no disco “Amor in Sound, 80 anos (Remixes)”, que reúne versões remixadas com a participação de Marcelo D2, Criolo, Pupillo, Emicida, Rael, Cut Chemist, Mexican Institute of Sound, Rogê, Tropkillaz, Kassin, Pedro Dom, Zilladxg, Nuts, Daniel Ganjaman, Imperatore e Nave, além de DJs e produtores internacionais: Mix Master Mike, Cut Chemist, Gaslamp Killer, J Rocc, TASO, Mexican Institute of Sound e Mophono. Serve como porta de entrada para a rica obra da Orquestra.
LAN E RUAS MC – Acelerando, bby
Guiada pela house, “Acelerando, bby” é o primeiro som do próximo projeto solo do LAN (BADZILLA). Para essa, o produtor convocou o Ruas MC. A junção dos dois foi assertiva. O MC soube inserir suas características nos beats de LAN, que criou algo direcionado para a pista.
Pedro Emílio – “Enquanto os Distraídos Amam”
Uma grata surpresa. Assim pode ser definido o primeiro álbum de Pedro Emílio, “Enquanto os Distraídos Amam”. O R&B puxa o fio. A afetuosa voz traz calmaria e serenidade. Ele sabe como manter o ouvido atento. Te envolve e acalenta.
Ricardo Móck – Não Posso Ft. Du Efex
Fundindo jazz com soul, enfatizado por um baixo marcante e beats carregados, Ricardo Móck faz a base para que Du Efex fale sobre as armadilhas do cotidiano, a perseguição do sistema e as batalhas internas que ninguém vê. “Não Posso” retrata a vivência da grande parcela da população, que mesmo com as dificuldades corre atrás e não desiste.

