Nossa seleção está implacável. Escalamos AJULIACOSTA, Jorja Smith, Enme, DJ Gabriel do Borel, Victor Xamã e WillsBife, BUDAH, Renan Inquérito, KAISHO, OGermano e Luiz Lins. Só tem golaço.
AJULLIACOSTA – NASCI PRA SER
AJULLIACOSTA escolheu o já conhecido palco minimalista do COLORS para apresentar a inédita “NASCI PRA SER”. Dessa vez, ela explora o drum ‘n bass, produzido pelo Maffalda, para refletir sobre conquistas e a capacidade que tem para chegar aonde deseja. Desbloqueando mais uma fase, inspirando suas pares, ela se torna a primeira mulher do rap BR a dominar aquele espaço com toda a atitude que tem mostrado nas músicas, shows e ações que tem desenvolvido. O mundo será dela.
Jorja Smith – What’s Done Is Done
Sempre existe a possibilidade de ficar ainda mais surpreso com a capacidade que Jorja Smith tem para hipnotizar os ouvidos. Ela faz isso mais uma vez com a quente “What’s Done Is Done”. Essa é para tocar com o volume alto e dançar muito. É o que reflete no videoclipe dirigido por KC Locke. É possível que a música esteja no setlist dela nas apresentações que fará em 2026 no Brasil – São Paulo e Salvador, no AFROPUNK.
Enme – Conexão Jamaica Brasileira
Quem disse que os mais novos estão deixando morrer a cultura do reggae do Maranhão, talvez não tenha mergulhado nela direito. Enme não só reafirma como mostra na prática que o ritmo jamaicano se mantém vivo e vibrante. Na mixtape “Conexão Jamaica Brasileira – Volume 1”, ela une o reggae com rap e funk. É a tradução da forma como esse som envolvente foi incorporado à identidade maranhense e ressignificado nas pistas, nos bailes e nas aparelhagens de som. É para dançar do início ao fim.
DJ Gabriel do Borel – Afro Favela – From The Borel To The World
O DJ Gabriel do Borel fez uma imersão no Afro House com “Afro Favela – From The Borel To The World”. O set de aproximadamente 1h10 foi gravado na laje do Vidigal, no Rio de Janeiro. Como diz o título de uma de suas músicas, ele “Bota Elas Pra Dançar”. Mergulhar no gênero é uma forma dele expandir sua musicalidade para além do funk. E assim, tem muitas possibilidades de alçar voos ainda mais altos.
Victor Xamã e WillsBife – Apareceu
Existe uma expectativa para a parceria do rapper amazonense Victor Xamã e o produtor sul-coreano WillsBife no álbum “Estreito”. Os singles “Apareceu”, “Decola” e “Antigo Blues” aumentaram ainda mais a vontade de ouví-lo por completo. O disco chega oficialmente no dia 29 de maio. Ele é Inspirado na Teoria do Estreito de Bering, que propõe a conexão ancestral entre povos da Ásia e das Américas, o projeto utiliza a música como linguagem para reconectar esses universos.
BUDAH – QUEBREI SUA CASA
A densidade de “QUEBREI SUA CASA” é suavizada pela tranquilidade da voz de BUDAH. Pelo telefone, sem levantar a voz, diz ao ex que quebrou a casa dele e pegou as coisas que deu. Ela toma a frente e desfaz o laço de um relacionamento tóxico. É um alerta para os c aras que vivem no erro achando que elas vão engolir os vacilos.
Renan Inquérito – “Elis Não Sabe Nada”
Depois de ser diagnosticado em 2024 com câncer de tireoide, Renan Inquérito decidiu fazer um álbum para colocar para fora a angústia que sentia no período de tratamento e cirurgia. A primeira música que escreveu, e que deu origem ao trabalho, foi uma espécie de carta de despedidapara sua única filha, Elis. Essa foi a forma que encontrou para preservar para Elis a lembrança de quem é seu pai e do que viveram juntos. Difícil segurar as lágrimas.
KAISHO – Escondi o Corpo
KAISHO é um artista para ser acompanhado de perto. Ele foge do que convencional. É sombrio. “Escondi o Corpo” é uma prova disso. A forma sussurrada da que canta e rima, instiga e deixa a narrativa dramática. No clipe, KAISHO mergulha em um universo soturno e cinematográfico, onde desejo, conflito e mistério se entrelaçam.
OGermano – VIRADA DE CHAVE
As referências do samba e MPB que OGermano usa no álbum “VIRADA DE CHAVE” traz um frescor para o rap. Com 14 faixas, ele recebe a participação de LEALL, Aori, Matchola, Luiz Barata. No seu segundo disco, o cria do Andaraí sintetiza tudo o que vivenciou na terra de Dondon e Noel Rosa.
Luiz Lins – Eu Não Acredito Mais no Amor
Bebendo nas fontes do forró, Luiz Lins fez “Eu Não Acredito Mais no Amor” com parceria do WIU, e produção assinada na companhia de Mazili e Jnr Beats. Essa fará parte do segundo álbum dele, “O.C.T.E”, previsto para 2026. O projeto celebra os dez anos de carreira do artista e marca uma virada sonora importante em sua discografia. Depois do experimental “Plástico” (2023), Luiz amplia suas referências nordestinas com a presença de sanfonas, metais e cordas, retratando o cotidiano da região e as relações humanas com a honestidade que se tornou marca registrada de sua obra.

