Akira Presidente é o Fa7her. Esse AKA foi assumido logo depois do nascimento da sua filha Nandi. Além da paternidade dela, o rapper também se tornou o pai de “vários filhos feios”, como costuma brincar. Remetendo ao seu primeiro álbum, “FA7HER”, ele reforça o seu papel em “BIGFA7HER”. Por isso tenta passar a visão e o conhecimento que foi adquirindo com a maturidade. “Eu não tenho que bater de frente com esse sistema todo”, diz. “Eu tenho que fazer a minha parte, e a minha parte já é bater de frente com isso”.
Sempre sorridente, Akira compartilha os detalhes deste que, para ele, é um resgate da energia da Era de Ouro do Rap [entre 1990 e 2010]. Na videochamada de quase 4o minutos, com direito a ligação do Marcelo D2, ele também falou sobre as problemáticas e os direcionamentos que o rap e o trap tem tomado, o motivo que o levou a fazer um mergulho no boom bap e qual tipo de mensagem pretende passar nos 31 minutos e 19 segundos do disco produzido por CHF, MADGUI e CESRV, e que tem a participação de 7NNON, FBC, Yunk Vino, LEALL, VND, Quartz, Delarue, Ainá e Fleezus.
“Eu fiz com carinho pra rapaziada que me apoiou e eu sei que curtem esse tipo de sonoridade. Ele tem ambição para ser grande e barulhento. Esse tempo todo que eu estou escrevendo, as coisas que eu fui desenvolvendo, o que eu fui pensando, chegou nesse momento agora. Está muito plural e eu tô feliz pra caralho com o resultado. De verdade”.
Acredita que aquela estética do rap dos anos 1990 e 2000 voltará a ganhar força depois que a onda do trap passar, já que o afrobeats não pegou muito no Brasil?
Cara, eu acho assim… tem aquele ciclo dos 20 anos que o pessoal fala. Eu acho que o boom bap está conseguindo se reinventar, tá ligado? A gente sabe que ele nunca deixou de existir, sabe que muita gente continua trampando… o lance do afrobeats não pegar tanto aqui é porque o nosso consumo de mercado acaba sendo mais americano (EUA) do que África ou Europa. Então, isso foi um dos pontos, mesmo que ele tenha uma cara muito brasileira. Eu nem rimo, mas é um som que eu sinto os elementos. Só que a nossa construção, a nossa história de música, de rap, mercado, a nossa fonte, foi muito mais os Estados Unidos. Eu comecei ouvindo boom bap, como um gênero do rap… e eu sinto isso e posso falar por mim, é a minha verdade. Em certo momento a gente não conseguiu ter um fôlego de clássicos pra manter aquela energia. Então, porra, a nostalgia é boa, mas tem uma hora que a nostalgia te cansa um pouco, de você falar: “caralho, esse set é foda, mas eu sei o que é que o DJ vai tocar”. Por isso, a gente foi perdendo um pouco daquela química, daquela energia… eu sempre falo também que gênero musical, a onda, reflete muito o contemporâneo, o mundo hoje, desde a roupa até a droga. O que que a rapaziada tem usado? Na nossa época era muito mais chapado e os BPMs não tinham que ser tão acelerados. Tinha algumas músicas bate cabeça, umas mais agressivas, só que nesse período do trap ocupar cena pelo BPM, pelos elementos, pela maneira que o mundo tá, a gente ficou… eu não diria que é limbo, porque é muito cruel falar isso… mas a gente teve uma fase necessária para se reinventar. Trazer algo moderno para algo que sempre existiu é o que eu, Akira Presidente, acredito. Não falo pelo mercado, mas busco muito trazer elementos de hoje para a minha sonoridade. O que eu ouvi e os traps que eu trabalhei com a Pirâmide (Perdida), são algumas coisas que uso para preencher a saída de uma linha para outra, porque hoje a gente não quer muito espaço.
Os raps de antes tinham uma respiração…
Hoje em dia a galera está respirando pouco, tá ligado? A gente está ofegante sempre. Acredito que não temos que mudar muito pelos outros, mas é necessário acompanhar o mundo mudando e as mudanças no mundo, do entorno. Eu, Akira Presidente, acompanhei muitas pessoas que estavam na vanguarda do bagulho, que sempre fizeram…. é aí que entra o Griselda, o Rocky Marciano, que eu já ouvia antes, porque era e ainda é uma estética atual. E eu não digo nem só pelos adereços, nem pela roupa, mas o contexto todo. É o som de pessoas mais velhas, e isso já muda desde o conceito lírico da composição até o visual mesmo. A gente tem a mania de achar que depois dos 27, quase 30, o rap morreu pra pessoa. E isso é bizarro.
Os caras já querem aposentar o artista e colocá-lo na posição de antiquado.
Porra, como é que vai fazer? Você vai falar para o (Mano) Brown que ele não pode, porque ele já tem a idade X. Isso não existe. Só que a gente, minha rapaziada que está à minha volta, sempre buscou essas referências. O Madlib influenciou bastante. O Ralph, o Barba Negra, também foi muito importante nessa minha lapidação. O que eu quero pra minha sonoridade tá vindo ainda. Eu sei o que é, só que eu não posso falar porque se não alguém vai chegar antes (risadas). Isso a gente tem que saber, tipo o que o 50 Cent fez em 2004. Um disco de rap. Mas ele tinha um apelo dançante, ele tinha uma vibe gangsta, e a galera soube entender o mundo. Ficar demais na zona de conforto isola a gente. Acredito que esse seja o caminho porque tá tudo muito parecido. Tá muito cansativo. Eu amo todo mundo que tá na cena, a maioria das pessoas eu tenho respeito, tenho carinho mútuo, mas cada um tem tua verdade. Sinto que as pessoas vão ficando excluídas pelos algoritmos ou pela massificação, e ficam carentes de um som que se identifiquem de verdade. Não porque alguém botou tantos mil reais de impulsionamento ou os festivais colocam o mesmo line-up até acabarem as opções. E você que tem a idade X paga conta, quer dar uma volta com a tua mina e quer torrar uma, tá excluído disso. É melhor tu ficar em casa ouvindo samba, negão… (risadas) porque não faz sentido. Tudo tá caro, tudo tá difícil, então o que era pra ser o alívio ficou escasso. Acho que esse levante, esse retorno aos lugares de destaque é pra mostrar que estamos vivos e na disposição. Até os caras lá na gringa que a gente ouve, o Method Man, ficaram um tempo sem ter como se encaixar. O lance é entender a sua idade, o seu caminho e como tudo isso se encaixa nesse algo novo que está sendo feito. Senão você fica perdido, e vira o cara que não tem nada a ver com o entorno. Aí, abandona o que você é e fica no meio do caminho. Nessa, perde cinco anos de carreira… o boom bap hoje é inevitável, como falei, desde o ciclo dos 20 anos, até uma geração de uma molecada que não cresceu ouvindo os Golden Era, que a gente ouviu de 90, mas gosta da timbragem. Gosta da sonoridade, de como se expressar. Acredito que vai ter esse encontro do novo com o que sempre esteve ali e hoje mais experiente. A cena está favorável, não está fácil, mas existe uma facilidade maior para ser ouvido. Tem mais pessoas falando sobre, vocês (imprensa) dão atenção. É exceção virando regra. Uma hora a gente vence esse ponto.

“BIGFA7HER” vem com essa roupagem?
Esse disco, é até o que eu falei para um outro pessoal, tem uma áurea que é um pouco 2016.. Eu compus pensando muito bem na rapaziada que ouve meu som. É pro meu público, pra galera que me acompanha, que não me abandona. E ele foi essa lapidação. Eu fiz três ou quatro álbuns, quase, não diria experimentais, tá ligado? Tinha que falar o que eu precisava pra chegar nesse ponto desse disco novo que é o “BIGFA7HER”. Então, eu fui trilhando ele, aí o CSVR entrou pra mixar e masterizar, e era um cara que eu precisava nesse projeto, porque eu queria fazer algo um pouco mais barulhento. Eu queria um disco com grave… eu estava vendo um documentário, enfim, do Q-Tip falando da diferença deles, do A Tribe Called Quest, e ele falou: “a gente entendeu que o nosso som precisava de grave. A gente queria o vidro do carro batendo”. Eu falei: “caralho é isso”. Não que os outros discos foram magros, mas eu preciso de algo mais encorpado, e o Cesinha foi esse cara que eu busquei pra trazer essa sonoridade, e ele simplificou muita coisa. No começo ele perguntou: “Parça (faz sotaque de paulistano carregando o erre), o que você quer pra esse disco?” Essa frase dele fica na minha mente sempre (risadas)… então quando eu visualizei mesmo o que eu queria… ele tem temperamento, tem umas sujeiras, tem umas músicas mais introspectivas e tem um lado barulhento. Eu falo que é meio a gente no dia a dia. Tem hora que você tá mais calmo, tem hora que você tá puto, tem hora que você quer dominar o mundo, tá confiante pra caralho… ele tem o temperamento próprio, como a gente tem. por isso é um disco que se comunica, mas tem suas individualidades. É o resultado desses quase dez anos desde o “Fa7her” até agora, por isso “BIGFA7HER”. Eu fiz com carinho pra rapaziada que me apoiou e eu sei que curtem esse tipo de sonoridade. Ele tem ambição para ser grande e barulhento. Esse tempo todo que eu estou escrevendo, as coisas que eu fui desenvolvendo, o que eu fui pensando, chegou nesse momento agora. Está muito plural e eu tô feliz pra caralho com o resultado. De verdade.
Você falou dos graves, e hoje os MCs e produtores estão tirando na maioria das vezes, ou baixam o bumbo, deixando só as caixas e sintetizadores. É da hora, pela estética, mas parece que falta aquele elemento que marca, como o exemplo que você falou de colocar no carro e ver tudo estremecendo… observa também essa falta?
Boa parte dos acertos é a massificação do que tá dando certo. E a galera não vai querer tirar aquilo que tá funcionando pra caralho agora. É a confiança, e acho que a minha experiência na música me dá essa arrogância positiva, essa prepotência de querer apostar nisso, e é algo que nem todo mundo tá fazendo. Não sou dono da verdade universal, mas eu tô confiando nisso… de bater desse jeito, porque era como a gente ouvia música há um tempo atrás. O que eu rimo, a maneira que eu rimo, não dá pra me esconder muito também atrás dos elementos. Tem muito floreio, muito disfarce, pra esconder coisa rasa. Então, assim, a gente tem que falar e tem que ser ouvido. Antes o flow era a percussão, parte do elemento. Não tinha que andar descolado, atrás ou muito à frente. Antes era problema de mix e master, hoje em dia é proposital (risadas). Às vezes você nem ouve a letra porque fica tão no beat e os beats pega. Tem uns beats que são foda, inevitável. Você fala: “caralho”. Já começa a pular ali, mas perde. Por outro lado, é o objetivo de cada arte. A nossa é trazer esse grave de novo, essa chapação.
Para além dos instrumentais, as composições são elementos importantes. Elas surgem a partir de experiências pessoais, vivências ou imaginação de cenários?
Eu não tinha pensado nisso antes, mas eu rimo muito em primeira pessoa. Só que ao mesmo tempo… o que eu rimo….
[o microfone fica baixo]
… o (Marcelo) D2 estava me ligando aqui, e tá me ligando de novo… agora que parou de ligar (risadas). Já falo com ele aqui rapidinho…. voltando o que eu estava falando… eu rimo muito em primeira pessoa, mas as paradas que eu rimo, as coisas que eu sinto são comuns. Às vezes acho que até subestimam as coisas que eu falo por serem comuns. Não é que não tenha um impacto suficiente, tá me entendendo? Porém, o que é do dia a dia às vezes é menosprezado. Se você for perceber, é que nem o pagode… o pagode é foda, porque fala de coisas que a gente vive em torno do dia a dia. Eu acho bom a gente motivar o nosso público, falar sobre conquistas… mas também ser fútil pra falar de dinheiro, é uma merda (risadas).
“O QUE EU QUERO PRA MINHA SONORIDADE TÁ VINDO AINDA. EU SEI O QUE É, SÓ QUE EU NÃO POSSO FALAR PORQUE SE NÃO ALGUÉM VAI CHEGAR ANTES”.
Está faltando isso no rap, de trazer para a realidade. Mas as utopias ganharam mais força, porque são mais palatáveis.
Eu acho que esse é o grande desafio pelo qual eu brigo. De ser um lugar pra sentimentos comuns. Pra coisas que a gente tem. De acordar cedo, pegar um busão lotado, ter que aturar chefe. A pessoa comum tem que trampar, mano. Não se dá ao luxo de poder dormir até mais tarde. Ao mesmo tempo, eu sou privilegiado, porque eu vivo de música. Da minha geração, eu sou um dos raros que tá vivo e vivendo disso. Pago minhas contas com a minha música, com a minha arte. Então, a gente tem que trazer as pessoas para a nossa verdade, sem criar uma verdade única. Não é porque você é meu fã que vai ficar cego só pelo que eu falo. Você tem que equilibrar sua vida com a minha. Não botar minha vida de espelho pra você, porque não vai ser a mesma coisa. Porra, ter uma vida boa, uma família linda, é um bom espelho, mas você vai desenvolver a tua. Agora, a gente criar um abismo entre a nossa realidade e o nosso público, chega a ser cruel. É isso que a idade, a experiência, o tempo de vida, me ensinou. É foda você se sentir pequeno porque o cara que tu é fã tem um tamanho grande. A gente ralou também pra tá ali. Por isso, eu sou muito grato ao que a música me deu. Muito grato mesmo ao rap, e a vida que ele me deu, mesmo com todos os dissabores e dores de cabeça que vem com o pacote (fora a crise de ansiedade). (risadas) Não vou dizer que você vai ganhar essa luta e que está resolvida. Você vai ter que lutar de novo e pode apanhar. As minhas composições permeiam sobre isso. As minhas vitórias pessoais, as coisas que eu perdi, as coisas que eu vivencio. Eu sou muito aberto pra falar de música, mas eu sou muito fechado pra falar da minha pessoa.Tanto que internet, essas coisas, eu exponho muito pouco porque são íntimas. Não adianta eu expor só meu lado fraco pra virar um clickbait ou criar uma maneira de chamar atenção mostrando meu lado super forte pra dizer que sou muito foda e rei do jogo. Como vai ser pra um moleque que tem 17, uma mina que tem 20 anos e toda essa pressão fodida do mundo pra vencer na vida? Alé disso ver um cara do qual é fã chorando na internet ou tirando uma onda bizarra com a porra do dinheiro que é sujo, tá ligado? Vê que é dinheiro de jogo e que faz os outros perderem pro cara ganhar. Só que isso não é questionado. Eu não tenho que bater de frente com esse sistema todo. Eu tenho que fazer a minha parte, e a minha parte já é bater de frente com isso… pela minha verdade, pelo que eu rimo, pelo que eu acredito, pelas pessoas que me relaciono. A minha maneira de cultura é essa. É a luta diária. Tô conversando contigo e tô vendo a tia pegando o trem aqui na Barra Funda. É foda. Isso a gente não pode perder. Essa gratidão, esse cuidado com o público da gente e as nossas verdades vêm da nossa música. O Instagram que a gente filma é fake. Sempre tem alguém planejando o fundo.
É tudo bonitinho. Ninguém vai publicar problema lá…
A tua casa não presta, a minha é foda, mas eu só tenho um 3×4 branco. O resto é tudo zuado. Mas você não vai saber disso, e eu não vou passar essa informação pra você. Também nem tudo é culpa nossa. Temos que tirar o peso dos nossos erros simples. Mas não jogar tudo culpa pros outros.
E você fala dessa responsabilidade de tudo isso e sempre traz as suas referências, vai muito também no lance da paternidade. Teve o disco Father, teve na Andi e agora o Big Father. E a galera te conhece também como Father ali, como pai e tal. Qual é dessa relação?
Tudo na minha vida… desde o Akira, do Presidente, que veio junto, o Father e depois esses AKA’s são ligados muito à minha personalidade. Então, tipo assim, a gente tava fazendo muito show com a Pirâmide ali no auge e saia muito, né, mano? Show com BK, show com Bril, CHS… toda hora a gente tinha alguma coisa. Aí minha filha nasceu, mano, e meio que virei a chave. Falei: “caralho, vou estar de ressaca amanhã, queria estar com a minha filha de boa”. Fui segurando. Os caras ficavam perguntando: “Tá de father, tá de father, tá de father?” Falava: “é, tô de father”. E aí meio que foi uma nova personalidade sendo desenvolvida, mas de uma maneira natural. Eu faço pra minha filha o que meu pai fez por mim, e eu tive a honra de ter um pai muito foda. Aprendi muito com ele. Mas eu cresci fã de pessoas de vários segmentos que tinham um distanciamento bizarro com a família, tá ligado? Não se sabe o motivo. Pode ser questão de marketing, às vezes por proteção também… todas as merdas que eu fazia inconsequentemente, no dia seguinte que minha filha nasceu parei de fazer. Tinha medo de atravessar a rua. Pensava: “eu só não posso morrer”. Assim você passa a se cuidar mais. Tenta ser uma pessoa melhor, evolui de cabeça, tenta lidar mais com os próprios medos. A gente acha que vai ser forte com os outros, mas temos que estar forte com a gente. Eu já era aquilo, mas passou a ser exposto ainda mais essa maneira de eu ser. E o lance de gerações, eu sou duas gerações ou uma da maioria das pessoas que me relaciono de trampo. Então acabei tendo uma porrada de filho feio (risadas), que ficava me chamando de paisão… eu falo que vivi coisas que não deram tão certo, coisas que deram certo. Eu sempre fui uma pessoa que sempre estive ali pros meus amigos, pra rapaziada que precisava trocar uma ideia. Sempre gostei, não busco ser mentor de ninguém. Fujo disso, mas se um parceiro tem problema e quer trocar uma ideia, vamos trocar essa ideia. Quando você tem um tempo de caminhada e, graças a Deus ,não tem vacilo, tem um respaldo pra falar. Estou no processo. Tenho que passar por cada etapa. Então a maioria dos problemas que os amigos têm foram etapas que eles queimaram, de lidar com coisas muito rápidas que… enfim, não sei se foi melhor ou pior, mas a peneira da vida é esta: ou você aprende com ela ou alguém que vai te ensinar. E eu tento passar o conhecimento do que eu aprendi na porrada, sozinho ou que pessoas me ensinaram. O D2 foi um cara que fez muito a minha cabeça assim, ensinou muita coisa. Sou muito grato pela relação que eu tenho com ele. E acho que é isso, eu seria egoísta de travar o conhecimento, engolir essa personalidade, querer me blindar e viver o fútil, tá ligado? Vender como se fosse praticamente uma pessoa sozinha deslocada da minha família, não tivesse mulher e filha, se fosse só o Akira e solto. Eu não ia me sentir muito bem com essa minha verdade.

