Resenha o disco: Rael – Coisas do Meu Imaginário

ATENÇÃO: No texto a seguir TODAS as frases são extraídas das músicas de Rael no seu novo disco “Coisas do Meu Imaginário”.

“Depois de concluído, com todo anotado e estudar pra pista, meti favela que nem samba canção. E na sequência eu já sabia que esse rá-tá-tá te arrasta. Por mim até ficava no sentido do descomunal. Prefiro um caminho que seja fora do normal com boa conexão. Esse é o ritmo.

Naquele pique diversificando, tudo bem organizado, tem velocidade, algo forte bem chapado sobre as cores do mundão. Batida, rima, verso, flow, melodias, frases, poesias de maneira sincera, palavras que se espera – conversas de amor.

É a serviço da libertação dizendo que, o futuro só pertence a quem se libertar da ideia rumo à outra direção. Não fica de conversa e nem manda recado, bem convencido, bem longe dos comédia.  Só um pouco mais de amor em cada verso e sempre em movimentação.  Talvez uma exceção, bem raro de encontrar, na canção que identifico e reproduzo é o ser humano construindo um homem plural, gesticulando umas rimas no papel e um áudio pra eu ouvir.

Ah se não fosse só coisas do meu imaginar na era da modernidade, faça os rap, trap lá, e a cada verso, linha, a rima tem que ser certeira.  Desde os tempos de moleque, o rap é minha lei. É pesado, batida, verso, rima, tudo embolado. 

No muro implantando som, roda de rima vira celebração, em cada canto, esquina, uma versão.  Mas esse mundo enfeita a noite, o verso se modifica. Dentro dessa atmosfera tudo o que eu podia mudar, mudei. Desenvolvo nas batidas um mundo que eu almejo, mas não vejo direção.

Eu fico imaginando do jeito que as coisas são, do jeito que as coisas andam. Um universo virtual, geração que curti começar pelo Tinder, terminar pelo Whatsapp e reclamar no Facebook. Eu fui andando pelo tempo e fiz uma reflexão: vejo pouco casamento e muito mais separação. Não é pessimismo, eu vivo um momento pós-industrializado, quase tudo digitalizado, mas a realidade é diferente.

Nessa altura do campeonato só resta pra mim a brisa pura de um cheiro doce!

 


– Laboratório Fantasma, 2016

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