Mano Brown: um gangsta apaixonado em seu álbum solo

22 faixas e vários colaboradores

Ilustração: Marcelo Fahd

Ilustração: Marcelo Fahd

A espera acabou, o aguardado primeiro álbum solo do líder do Racionais MCs, chegou as plataformas na última sexta-feira (09).

Um disco feito para as pistas de black music dos anos 80, onde o soul e funk clássico reinavam na juventude dançante de Mano Brown. A temática deixa a política de lado e mostra uma faceta diferente do veterano rapper se aventurando no romantismo e nos rolês da noite.

Assim como os 2 singles (“Amor distante” e “Felizes”), Boogie Naipe não vai te cativar nas primeiras audições, mas ao longo do tempo o seus ouvidos e conceitos vão se acostumando com a sonoridade. Afinal, não é simples ouvir o maior rapper da história do Brasil mudando seu estilo da noite pro dia, mesmo que venha preparando esse terreno há quase 3 anos – o disco demorou dois anos pra ficar pronto e foi planejado durante uma década.

É diferente de tudo que ouvimos na vasta carreira do artista, de primeira sua tentativa de canto até parece uma falha, mas é um diferencial. Uma experiência corajosa para um músico de 46 anos e com mais de 25 deles dedicados ao Rap.

Embora seja um projeto solo, o registro de inéditas é coletivo, já que produzido pelo próprio Mano Brown em parceria com Lino Krizz e reúne mais 20 colaboradores. O disco de 22 faixas conta com diversas colabs especiais, como Seu Jorge, Elle Oléria, Hyldon, Leon Ware, DJ Cia, Carlos Dafé, William Magalhães e Wilson Simoninha.

Numa época onde muitos querem o Brown de “Diário de um detento” e “Vida Loka”, ele vem na contramão e aposta numa festa “disco music”; play abaixo!

Share

Kommentar hinterlassen

E-Mail Adresse wird nicht veröffentlicht.


*


Share
Share
Close